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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Preparando para a reta final!



Nossa, gente! Passou muito rápido mesmo!
Acho que para a primeira edição brazuca do MasterChef, o povo está se saindo bem, né?
Tenho ressalvas quanto a posturas, principalmente dos Chefs-jurados, coisa de emissora, e tem que levar em conta que aqui no Brasil, principalmente quando o negocio é Reality Show, não importa de qual segmento, há uma certa tendência de ir levando o programa com base na audiência, e aí leia-se preferências, favoritismos, etceteras, e etceteras...

Ontem, Terça-feira, 9 de Dezembro, no episódio 15, já saiu o último participante antes da semifinal.
As provas foram bacanas. Para começar, uma degustação para adivinhar os ingredientes de um ensopado preparado pelos Chefs-jurados. Luís, que acertou 4 dos muitos ingredientes ficou com a vantagem para a primeira prova, que tinha como protagonista a famigerada caixa misteriosa, desta vez, composta por ingredientes do Pará. Os cozinheiros tinham à disposição polpa de açaí, farinha de tapioca, tucupi, castanha do Pará, farinha d'água, camarões secos, cupuaçú, flor de jambú, filhote (peixão carnudo e delicioso!), banana da terra, chicória do Norte, e coentro.
Luís, além de já estar familiarizado com boa parte dos ingredientes da caixa, ainda ganhou o direito de retirar um ingrediente à sua escolha da caixa de cada um dos competidores. E ficou assim: Helena ficou sem a polpa de açaí, Elisa ficou sem o tucupi, Jaime ficou sem o filhote e Mohamad ficou sem as castanhas do Pará. Cada um teria que se virar apenas com os ingredientes que sobraram, sem direito a supermercado. Haveria apenas um prato escolhido nessa prova, e o autor já estaria na final.

Jaime, que obviamente ficou com a maior desvantagem, achou que Luís só poderia ter tirado o peixe da sua estação por achar que ele era um competidor forte, uma ameaça...
Os concorrentes olhavam pensativos para suas bancadas enquanto os Chefs e Ana Paula davam instruções para a prova, indecisos quanto ao que fazer. Com uma hora adiante para preparar seus pratos, o povo começa a examinar melhor os ingredientes, e bolar idéias. Helena foi uma que provou ingredientes para ter idéia das coisas com as quais estava lidando, e acabou por ficar com a boca dormente por causa do jambú! Luís já sabia o que cozinhar, e se preparava para testar alguns sabores para ter certeza das combinações. Jaime estava perdidinho, lidando com os camarões secos e tentando ter idéias, mas nada dava certo.
Elisa pensou um pouco, logo estava com a idéia para o seu prato, e trabalhava com alguns ingredientes, já começando mesmo a preparar uma farofa enquanto cozinhava uma banana.
Mohamad tentaria algo diferente ao fazer um nhoque de banana da terra, e os Chefs-jurados, que já andavam a bisbilhotar pelas bancadas, fazendo as perguntas costumeiras, dando toques aqui e alí, palpites lá e acolá, pareceram surpresos com o menino maluquinho. O francês até empolgou-se, já sabendo o que diria sobre o maluquinho depois, segundo ele mesmo, dizendo aos Chefs e à apresentasora que mais tarde contaria para eles quem é o Mohamad! Quando esse Jacquin dá pra querer ser engraçadinho a coisa só piora viu? Ai ai...

Uma coisa que é certa neste programa é o fato dos Chefs meterem demais o bedelho na comida dos competidores. Tem horas que eu tenho certeza de que há mesmo a intenção de ajudar a uns, atrapalhar outros... Sei lá, se a gente considerar as trajetórias dos participantes desde o início, dá pra dizer direitinho quem é favorito ou recebe mais proteção dos Chefs-jurados. Podem ter certeza de que não é implicância minha, o que me parece mesmo é que o pessoal que produz o MasterChef presta muita atenção no que diz o público, mas no sentido de quem são os preferidos pela galera da audiência, e dalí eles já dão as deixas para os Chefs, que seguem o fluxo do gosto do povo. Infelizmente, realities são feitos assim aqui no país, e está longe de ser diferente, de mudar. Me refiro a programas em que o público não vota, mas nem por isso deixa de ter voz ativa, principalmente levando em conta que as redes sociais estão repletas de tags e cometários sobre os participantes, suas peripécias, etc...  Mesmo nos programas onde o público pode votar, acontece sempre da decisão ser simplesmente tomada pela direção, forças maiores, etc., se é que deu pra me entender, né? Imbecís similares que acham que ninguém percebe quando a coisa é  "afanada", levada na mão grande... Lógico que vai ter muita gente que discorda do meu ponto de vista, e é justo, cada um vê como quer, né? Mas o que eu vejo sempre, e tenho assisitido desde o comecinho do programa, é exatamente essa tendência de agradar à audiência para continuar com o público fiel e disposto a assistir a uma provável próxima edição. Se fosse apenas com o MasterChef Brasil que isso acontecesse estaria de bom tamanho, né? Mas não é, infelizmente.

Bom, voltemos à vaca fria. "Aconselhado" pelos Chefs, Mohamad desistiu de fazer tacacá e decidiu fazer um molho com base no filhote para acompanhar o nhoque, para "não dar o passo maior que a perna" como sugeriu o Pit-Chef Fogaça. Helena seguiu com uma idéia de preparo do peixe num caldo, testando e testando para ter certeza do sabor, e parece que estava satisfeita com o resultado, embora não extremamente segura. Elisa se apressava para terminar seu prato, e chegou a pedir uma diquinha para Luís, que a aconselhou a terminar o peixe no forno após dar uma grelhada. Jaime passou por fases, e acabou decidindo fazer um teste com uma tapioca, foi até apressado por Paola, que deu uma salvadinha básica no fófi que seguia pensando devagar demais para o tempo restante. O teste deu certo, e a tapioca doce tomou o lugar do camarão, começando a ser preparada à maneira do professor. Luís seguia aparentemente tranquilo, preparando o prato da forma que havia pensado, não querendo exagerar na quantidade de ingredientes, e até se permitindo arriscar com um ingrediente ou outro, já sabendo que a cobrança seria grande em cima dele, por estar muito na zona de conforto com os ingredientes disponibilizados.
Destaquezinho básico para Fogaça mostrando um sorrisinho orgulhoso quando Mohamad responde à sua pergunta sobre qual a inspiração do fófi para fazer o nhoque, e ele reponde que no restaurante do Chef e em um outro... "Confere??". Sabemos, então, que nosso fiozinho desencapado não é total desconhecedor de restaurantes bacanas, né?
Uma hora passada, contagem regressiva, Chefs e apresentadora apressando os cozinheiros para terminar a tempo. Nó! Achei que Elisa não ia entregar o prato! Chegou a se queimar no finalzinho, coitada! Correria usual seguida das mãos ao alto.

Avaliação.
Jaime é o primeiro a ser julgado. Seguro com o prato, a única coisa que o preocupa é a apresentação, coisa que ele mesmo reconhece que precisa estudar. Sua Tapioca com calda de açaí, cupuaçú e castanha do Pará foi provada por Jacquin, que curtiu, por ter muito menos açúcar do que o normal. O Chef disse que achou a escolha dos ingredientes inteligente, e deu uma zoada com o garfo nas linhas horizontais feitas pelo cozinheiro com a calda no prato... Paola riu da decoração, fez algumas perguntas sobre inspiração, e curtiu muito depois de provar, apesar da "apresentação terrível". Fogaça afirma que Luís queria prejudicar o professor quando tirou o filhote dos seus ingredientes, e deu os parabéns ao moço pela sobremesa gostosa. Jaime volta para a bancada sorridente!
Helena, nervosa, leva aos jurados o seu Peixe no tucupí com camarão e purê de banana. Paola, a primeira a provar, fica satisfeita com o prato equilibrado, dizendo que a fófi conseguiu fazer o que tinha em mente com os ingredientes, e que parecia um prato executado num grande restaurante do Brasil. O elogio de Jacquin, que achou o prato muito bom e bem temperado, foi sobre a comida de Helena ser verdadeira, e diz ser por isso que ele gosta. Helena é um sorrisão só, toda feliz com a avaliação, ë saiu de lá "flutuando", segundo ela mesma!
Elisa é a próxima, trazendo seu Filhote grelhado com farofa de castanha do Pará e banana da terra para ser provado por Fogaça. O Chef achou tudo muito seco, sentindo falta de algum molho no prato. Jacquin faz caretas, dizendo também que está muito seco, e dando alguns toques, como fez Fogaça, para que a moça possa melhorar o prato. Ele finaliza dizendo que está como chumbo, cartucho de 12, e que Elisa sabe fazer muito melhor do que aquilo.
Luís está seguro com o festival de sabores, segundo ele mesmo, que usou para compor seu Filhote ao molho de açaí com banana e castanha do Pará. Ele descreve para Jacquin um prato elaborado, dizendo o que fez com que, e o Chef prova, e pra variar, acha que ";é muita coisa". Sempre é 8 ou 80 com o sapo-boi-bipolar-française né? Ou é muita coisa, ou é muito pouca coisa... Jacquin acha que Luís tentou apresentar uma região inteira.  Paola achou o peixe seco, e diz que é o único defeito no ponto de vista da execução. Ela acha que todos os ingredientes usados têm muita presença, muita personalidade, então acaba sendo demais. A Chef ainda comentou sobre os ingredientes que sobram ou faltam para dizer que o prato de Luís poderia ter sido o melhor do dia. Depois de provar, Fogaça pergunta ao moço se ele talvez não devesse ter tirado um ingrediente da própria caixa também. O Chef diz que esperava mais de Luís naquela prova.
Mohamad chega confiante com o seu Nhoque de banana da terra com filhote no tucupi. Paola já chega para provar o prato com um sorriso, e é só elogios. Para ela, é o melhor prato que o competidor fez até alí. Fogaça pergunta a Mohamad se ele quis desafia-lo ao fazer o nhoque de banana da terra. O cozinheiro diz que não, e que foi inspiração mesmo... Fogaça prova e diz que ficou feliz por ter servido de inspiração para que o competidor pudesse fazer algo semelhante e gostoso, e dá os parabéns ao moço, elogiando e fechando com um "Aleluia!". Jacquin, o engraçadinho da vez, começa a provar do prato e decide colocar o guardanapo na gola da camisa antes de continuar. Então come mais um pouco e volta a falar ( e eu aaaacho que estava claro que ele tinha planejado fazer essa cena quando viu o que Mohamad estava cozinhando minutos atrás!) sobre a oportunidade em que ele disse ao rapaz que ele nunca seria um cozinheiro, dizendo que tinha certeza de que estava errado. Ha-ha-ha... Está óbvio que ele esperou a hora certa para dizer isso e fazer a média dele no programa, admitindo o erro e tal e coisa... O francês gosta do prato, mas acrescenta que "às vezes dar bronca é bom". Como se não bastasse, Jacquin diz ao emocionado Mohamad que ele sabe quem o moço é, e vai dizer ao Brasil inteiro. Ta-dááá... Tem uma cena toda, o Chef comendo sem parar, dizendo que Mohamad não é normal, como é que ele conseguiu fazer um nhoque de banana com tucupí, que ele nunca imaginava isso... fala que pensou em "Rambo número 1", minha nóóóóssa! E me sai com "Você é o MacGyver da gastronomia MasterChef!!". Bom, claro que todo mundo caiu na risada, principalmente porque nem com Paola corrigindo o francês conseguiu falar o nome do personagem direito. Mohamad ri muito, recebe os parabéns e volta para seu posto todo contente.
Preciso dizer quem foi escolhido como o autor do melhor prato da noite? Depois dessa cena toda, pelo menos pra mim, ficou meio óbvio que escolheriam Mohamad para ir para o mezanino-ex-camarote da Cecília. Ba-ta-ta! Mas sério, parecia mesmo que o prato estava bom, a presentação estava bacana, a idéia foi ótima, o menino maluquinho mereceu! Dona Helena recebeu muitos elogios também! Na verdade quando ví o prato sendo apresentado, até achei que ela venceria a prova... Ma va bene, Mohamad na final, né?!

Preparação para a prova eliminatória!
Adriano Kanashiro foi o Chef convidado para dar um workshop sobre cozinha japonesa. Ele fala de pontos de cocção, mostra algumas técnicas básicas de corte de peixe, discorre sobre sabores, temperos e ingredientes, falando também sobre a simplicidade, que na verdade é o que torna a culinária japonesa complexa. Hora da fófi aqui passar vontade... AMO comida japonesa, gente!!! O Chef  "japa" fala um pouco sobre peixes mais conhecidos como robalo, atum, salmão, sobre como são versáteis, e então corta um pouco de atum, prepara o peixe grelhado com chuchú -que não tem no Japão- e cogumelos, falando sobre ponto ideal de cozimento, e aconselha sobre o uso de outros ingredientes que podem ser usados para enriquecer o prato como ele acabara de fazer. Os competidores provam do prato preparado pelo Chef, deliciados! Adriano ainda ressalta como é importante poder sentir o sabor de todos os ingredientes.
Na sequência os cozinheiros têm os 2 minutos de costume para ir ao supermercado pegar ingredientes. Eles precisam preparar um prato inspirado na culinária japonesa, e agora as técnicas aprendidas com o Chef Kanashiro vão ser úteis... Ou não né? Tinha gente bem nervosa alí!

Elisa já se decidiu por um prato quente assim como Helena que escolheu preparar salmão. Luís vai preparar atum selado. Jaime escolheu preparar salmão.
Elisa parece estar cortando o peixe direitinho, do jeito que assistiu o Chef Adriano fazendo, o que é comentado na rodinha dos Chefs. A conversa entre os eles é sobre a difusão da culinária japonesa no Brasil, como ela foi impulsionada por aqui no começo dos anos 2000, e também sobre as escolhas dos competidores para preparar seus pratos.
Começam as andanças dos Chefs por entre os cozinnheiros, dando toques, palpites, como sempre metendo a mão nas panelas ou deixando os caras mais nervosos ou inseguros quanto às suas escolhas e técnicas.
Jaime era um que estava preocupado, mostrando não ter as manhas de cortar o salmão. Fogaça acaba dando uma dica para que o professor faça salmão em duas versões depois de ver o moço preparando uma coisinha simples, aliás simples demais.

Sei lá, a intenção pode ser boa, mas dar dicas é uma coisa, ajudar participante com escolhas e preparações dos pratos é outra, certo? Me parece que muitas vezes tem muita participação dos Chefs, chega a parecer intromissão, talvez até proteção com alguns fófis alí...
O tempo passa, e logo dá pra saber quem está indo no caminho certo e quem está se atrapalhando mais. Pelo que ví alí, até que não houve muita chacina com os peixes, nada muito destroçado, mas dava para ler as incertezas e inseguranças nas testas dos competidores. Kanashiro visita algumas bancadas e dá alguns conselhos, algumas dicas, algumas idéias...
Do mezanino, Mohamad se desesperava ao observar os companheiros às voltas com facas, frigideiras, panelas e ingredientes... Lá nas estações de trabalho, a pressão é grande, já que a final se aproxima, e um entre os competidores vai pra casa.
Relógio correndo, e já dá para sacar as marcadas de Jaime, que demonstra grande falta de familiaridade com a gastronomia japonesa, embananado com o salmão na frigideira cheia de óleo. Jacquin berra lá da frente uma tentativa de dica para o professor, que me pareceu que se atrapalhou ainda mais. Elisa e Luís pareciam estar numa boa com seus pratos já quase no final da prova, e não pareciam muito nervosos. Helena também parecia satisfeita. Jaime ainda consegue pedir uma dica de montagem do prato, que Fogaça dá, faltando alguns segundos para acabar a prova.

Acabado o tempo, Luís é o primeiro a ser chamado. Seu prato é um Atum com crosta de gergelim e manga, e Fogaça é o primeiro a provar. O Chef pergunta se o corte é para sashimi ou medalhão, e Luís fica sem resposta. Jacquin acha o atum "muito grande", e Kanashiro questiona o porque da escolha do corte da manga, achando que o cozinheiro poderia ter acrescentado alguma verdura. A avaliação do prato, segundo Fogaça, é que não estava com o visual bonito, embora o molho que Luís preparou estivesse bom, e era um medalhão de atum. Jacquin achou o ponto perfeito, mas a apresentação péssima, dizendo que parecia um bife com salada de fruta de manga... Já Kanashiro achou o ponto do atum certo, mas a proporção do tamanho da fatia de atum estava errada. O Chef disse que não conseguiria usar um hashi e colocar uma fatia inteira na boca, e achou que a manga poderia ter sido mais trabalhada para dar um toque mais oriental.
Jaime é o próximo. Ele preparou Salmão grelhado e sashimi com cogumelos, pepinos e abobrinhas. O professor explica para Jacquin que usou abobrinha por ser um ingrediente brasileiro, seguindo um dos conselhos do Chef Adriano, que é o próximo a provar do prato, seguido por Paola. Jacquin comenta sobre como é difícil para alguém que não sabe muito de uma gastronomia como a japonesa impressionar, e ficou óbvio que Jaime poderia ter feito outra coisa ao invés de tentar confeccionar um sashimi. O francês também criticou a quantidade de nabo no prato, que parecia que era sobra. Kanashiro até achou que a mistura de abobrinha e cogumelo shimeji ficou OK, mas o ponto do salmão estava errado, não chegou lá. Paola disse que dava para ler todas as limitações de Jaime no prato dele, que ele deveria ter ficado dentro do que sabe.

Nos bastidores, Helena, próxima a apresentar o prato, dissse que achava que faltaria tempero, que não sabia se tinha acertado a mão. Seu prato era um Salmão ao molho cítrico com cogumelos salteados e pepinos. Adriano Kanashiro é o primeiro a avaliarar, e hesita ao provar o salmão. Ele menciona que, na aula, citou o atum, e não o salmão como o peixe que era bom de se fazer mais alto, num ponto mais mal passado. Paola é a próxima, seguida do Pit-Chef Fogaça, que olha torto para o peixe ao cortá-lo, e então resolve que vai fazer pose, separando as pernas antes de dar a primeira bocada. Quando perguntada se tinha gostado, Helena responde que tinha, mas já não estava tão certa se estava bom. Hanashiro fala do tamanho errado do salmão, mesmo para sashimi, mas diz que gostou do sunomono de pepino, dos legumes bem cortados, mas faltou um pouco de tempero. Paola gostou da apresentação, da idéia, do pepino, mas o ponto do salmão estava errado. Fogaça achou o prato lindo, as cores, amontagem, mas na opinião dele, faltou tempero nos legumes, e ele apontou também o erro do ponto do peixe.

Elisa levou seu Atum com gergelim tostado ao molho tarê e cogumelos para ser avaliado. Paola começa a provar o prato, seguida por Jacquin, que, todo engraçadinho de novo, fazendo caras e bocas, cortou o peixe, provou, mastigou de olhos fechados, e perguntou se ela não estava feliz... Ela diz que apenas estava nervosa, e o Pit-Chef diz para ela levantar a cabeça... Paola chama a atenção da fófi, dizendo que se ela não consegue ficar calma alí, que nem é uma cozinha profissional, num restaurante, com toda a pressão, etc., etc., então ela estava no lugar errado. Kanashiro prova, pergunta sobre alguns ingredientes, e diz que achou o ponto do peixe correto, e gostou da apresentação do prato como um todo. Paola elogia o prato, dizendo que está perfeito, fala que Elisa está crescendo muito como cozinheira, mas que precisa crescer também na postura. Jacquin gostou de tudo no prato, e sentiu felicidade ao comer da comida da fófi. Ele disse que não é hora de ser triste. Ele agradeceu pela comida.
Ó lá Elisa... carece ficar tão nervosa e insegura, guria? Na calma se vai mais longe! ;) A decisão do Chef Adriano Kanashiro foi a favor do prato de Elisa, elegendo-o o melhor da noite! Elisa juntou-se a Mohamad no mezanino toda feliz, embora nervosa por Helena, a amigona/mamãe dela alí no programa.

Na decisão final, o ponto certo do peixe de Luís contou a favor para que ele permanecesse no programa. Entre Helena e Jaime, que fizeram salmão, o corte errado do peixe de Jaime, somado à falta de técnica e de criatividade contaram para que ele fosse eliminado. Embora o ponto do salmão de Helena estivesse errado, o prato estava mais sofisticado e melhor do que o do concorrente, que voltou para a Cohab 1, como ele mesmo diria. Esse professor chegou bem longe, deu um exemplo bacanérrimo de foco e garra, de acreditar num sonho e dar o sangue por ele, tanto para o filho quanto para os alunos! Desejo muita sorte pra ele, de verdade!
Helena, como sempre, ficou triste por Jaime, mas ao mesmo tempo aliviada! Dona Helena é emotiiiiva! Parabéns Helena, e bola pra frente fófi, que tá chegando a final!
Povo, Quinta-Feira tem mais!! Dois programas na mesma semana, haja coração né?? Bóra assistir e torcer? Depois eu comento! Beijinhos, e até já já!! Aaaai que nervoooooso gente!!
- Aninha Albuquerque

www.cozinhandoideias.com.br



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Surpresas, união, separação e confusão!



Programa bacana esse do Sábado, 6 de Dezembro!
Logo de cara, o Chef Bertolazzi dá a notícia de que a partir daquele ponto, não haveria mais equipes. Pois é, como nas edições gringas, chega uma hora em que os grupos são extintos, e todos vestem uma dolma branca e preta. Agora é cada um por sí mesmo. Tem gente que demora um pouquinho mais para se dar conta disso em meio a provas e serviços, e se adapta mais lentamente... Isso pode contar a favor do participante, bem como pode ser um tiro no próprio pé. É ótimo saber trabalhar em equipe, isso na realidade é requisito para quem quer trabalhar numa cozinha profissional. Mas na Cozinha sob Pressão apenas um sai vencedor, e saber se virar sozinho, saber jogar as cartas certas também pode ser um bom trunfo...
Bertz entregou as dolmas novas enquanto elogiava e dava toques para os 7 cozinheiros que restaram para competir pelo prêmio. Os competidores tiveram direito a brinde e a levar um banho do Chef Bertz de champagne após a entrega das dolmas! Tinha gente correndo alí viu?

Desafio agora dá prêmio individual, e os perdedores "pagam prenda". A primeira prova individual começa. Os competidores tinham sobrepaleta e costelinha suína, e cada um teria que fazer dois pratos com guarnição. Foi dada uma hora e meia para a realização da prova.
Corre-corre de costume em meio a utensílios, ingredientes e panelas, mas pareceu-me que mesmo sendo uma prova individual, houve cooperação entre os cozinheiros. Carol, por exemplo, tinha ficado sem costelinha, mas isso logo foi resolvido com uma ajudinha dos concorrentes. Pelo que eu assistí, os caras estavam se dando uma força de um jeito bem bacana, prestando atenção às panelas uns dos outros e avisando antes que acidentes e imprevistos ocorressem. Samara foi uma que avisou a Carol sobre o cheiro de queimado que vinha da sua panela, e quase que Carol fica sem costelinha para servir... Arthur também foi salvo por Daniele quando seu leite quase transbordou na panela, e Bia deu alarme quando as cebolas de Derileusa quase queimam.

Tempo acabado, pratos prontos para avaliação, e a primeira a ser chamada é Daniele, que fez Sobrepaleta ao alecrim com fetuccinni ao molho de ervas, cogumelos e tomate cereja, e Costelinhas ao molho de vinho tinto e cebola roxa, e batatas coradas numa cama de alho porró. A costelinha estava macia, soltando do osso. Marcelo fez uma Sobrepaleta com mateiga de ervas e farofa de banana (que segundo o próprio estava sem graça), e Costelinha com ervas e feijão branco com legumes. Chega a vez de Derileusa com sua Maçã verde caramelizada com pimenta calabresa e costelinha com uma camada de mostarda, que segundo Bertolazzi poderia ter cozido um pouco mais (a própria Deri concordou que não estava soltando do osso). O segundo prato da fófi foi Sobrepaleta com molho cítrico, cebola roxa, palmito pupunha grelhado e macaxeira, que agradaram mais ao chef do que o primeiro prato. Bia, que disse ter arriscado tudo, preparou Sobrepaleta com molho de salsa, dedo de moça e alho, e uma batata rústica. Sua Costelinha tinha uma crosta de mostarda Dijon, e acompanhava purê de peras e cebola roxa crocante. Estava macia e soltando facinho do osso, e parecia boa, tanto que Bertz mandou que ela levasse embora o primeiro prato e deixasse o segundo. Arthur foi chamado e levou sua Sobrepaleta grelhada com molho de pimenta rosa, maçã caramelada e compota de cebola roxa. O segundo prato do carequinha foi Costelinha com molho barcebue à base de tomate e batatinhas rústicas fritas para acompanhar. Bertz provou e o comentário para o segundo prato foi: "Esse aqui é aquele 'eu já te ví uma vez mas você era uma asinha de frango, né?'". Carol chegou com um Risoto de costela, e a moça não estava muito satisfeita, porque queria que tivesse mais carne, só que não teve como, já que sua costela queimou um bocado. O Chef Bertz achou que estava melhor que o primeiro risoto que Carol havia feito no programa. O segundo prato da moça foi Sobrepaleta com molho de caramelo e limão siciliano, e purê de beterraba com um toque de baunilha ( sei não... acho a opção meio esquisitinha, não sei se foi uma boa idéia). Vez de Samara, que chega com uma Sobrepaleta com farofa de ovo e ervas e legumes grelhados, que Bertz achou sem sal. O segundo prato era Costelinha com canjica mole e molho deglaceado com vinho branco. Péra aí gente... O povo não pareceu estar muito inspirado, né? Ou é impressão minha?? Bom, na opinião de Bertz, a costelinha de Samara estava no ponto certo, mas novamente faltou sal no prato.

Ninguém conseguiu fazer os dois pratos com o mesmo nível, na opinião do Chef Carlos Bertolazzi. Ele também deu um toque sobre os competidores ainda estarem agindo em grupo quando já era prova individual, mandou-os apenas pensar no assunto, já que um competidor que se está ajudando num momento pode vir a ocupar o lugar de quem ajudou na sequência... Após os comentários gerais, Bertz deu o prêmio para Bia como autora do melhor prato, e ainda disse que ia almoça-lo! Aí Bia! Tá podendo, guria!
Como vencedora da prova, Bia teria uma surpresa: ela foi até o Social Food Truck para degustar comidinhas feitas com produtos de um dos parceiros do programa, um projeto super bacaninha - detalhes lá no site do Cozinha sob Pressão, é só procurar! De quebra pôde ver o namorado e a mãe. Feliz da vida, a fófi ainda conheceu familiares dos outros competidores, e levou cartinhas das famílias para o povo que ficou limpando a bagunça toda da cozinha. Derileusa reclamava, reclamava, chamando o povo de porco, porcão, etc. Arthur acha que as moçoilas são mais bagunceiras que os bonitinhos, mas também mais rápidas para arrumar a zona. Toque final: tirar todo o lixo acumulado no restaurante! Eitaaaa! Segura peão!

Cardápios no lounge, cozinheiros se preparando para o serviço da noite. Hora de reunir o povo para o jantar, e Bertz passa as instruções, além de alguns toquezinhos bacanas para quem tiver prestando atenção. Lembrando que agora é cada um por sí, também tem que considerar que numa cozinha os cozinheiros têm que trabalhar em conjunto, se um atrasa um prato, o esquema pode simplesmente azedar, melar, desandar... Em outras palavras foi o que o Chef deu a antender: sintonia, sincronicidade, organização e cooperação, além de atenção, são coisas essenciais numa cozinha. É só pensar um pouco pra chegar a essa conclusão, e fófi que embolar o meio de campo tá fora. Nesse ponto da competição um detalhezinho pode levar cozinheiro pela porta  de saída sem direito a volta.
No final do papo pré-serviço, Bertz ainda acrescentou: "espero que vocês não me decepcionem".
O Chef diz que as das praças seriam sorteadas; 7 pratos e 7 participantes. Bia tira Petit Gâteau, Samara tira massas, Carol e Dani ficam com as carnes, Derileusa tira Risoto de linguiça e ervilha, e Marcelo com Arthur ficam com as entradas. Praças sorteadas, lá vão os cozinheiros colocar a mão na massa.

Mal começa o serviço, e Marcelo já mela com 3 carpaccios das entradas: além da decoração borrada, chegaram para Bertz mandar para os clientes sem o tempero. Voltam os 3 pratos pra corrigir!! Hahaha... Começou bem! As saladas mandadas por Arthur estavam sem o tempero nas folhas e sem o balsâmico. Corrigido isso, bóra que o cliente quer comer, né?
Começa a tertúlia do risoto de Derileusa contra a massa de Samara. Não tinha jeito dos dois saírem juntos, e eram pedidos para uma mesma mesa. As fófis não se entendiam a custo nenhum. O risoto chegava para Bertz fora do ponto, aí o Carbonara de Samara passava do ponto. Quando um estava pronto, o outro ainda estava no fogo, e ninguém se entendia. Confusão! Estressada, Samara deixava passar do ponto, apressada, soltava o prato com bacon a menos. Bertz pediu a Arthur que fosse ajudar na praça de Derileusa, mas não tinha jeito.  Os pratos não saíam no padrão. Derileusa era só reclamação. E os clientes esperando! E Bertz ficando brabo... mais brabo... E lá estava Samara fazendo o mesmo pedido pela terceira vez! E os carbonaras de Samara voltando! Sem padrão, sem gosto, sem tempero... Iiiiiixi! Bertz agora P@#* da vida!  Até que chega uma hora que o prato dá certo e sai. UFA! Samara admitiu que fez de qualquer jeito, que estava brava, etc. A comida levou a pior alí, né? Derileusa, depois do serviço terminado, chegou a pedir desculpas para Samara por causa da confusão com os risotos, que atrapalharam as massas, e que quase mandaram o serviço pra casa do canário... Minha nóóóósssa! Sufoco!

Agora, convenhamos: Derileusa atééé admite que erra, mas do jeito dela, né? Nunca, nunquinha, a culpa é dela... Sempre tem alguma coisa pra acrescentar, pra criticar... e como cantaria Roberto Carlos, "Mas a Candinha quer falar..."
Daniele e Carol levaram a praça delas numa boa, os pratos saíram certos, no ponto e no tempo certo. Sincronia, né? Bom trabalho!
Bia soltou as sobremesas sozinha, e mandou bem. Tudo certinho, com direito a elogios do Chef. Fim do serviço!

Bertolazzi pediu aos cozinheiros que lhe trouxessem um nome apenas para eliminação.
Tretas à parte, Samara já se indica, sabendo que estava na reta, admite que pisou na bola, que estava pronta para abandonar o serviço naquela noite, que ficou muito brava e que isso influenciou no seu desempenho na sequência. Derileusa concordava, discordando, que também havia errado.

Assim, eu acho que Deri queria dizer que errou, mas do jeito dela, colocando as próprias palavras na explicação, que no final das contas justificaria a sua performance ruim como sendo consequência do erro de outros... Deu pra entender? (...)

Derileusa também invocou com Arthur, que ela não parava de dizer, sarcasticamente, que sabia fazer risoto... Arthur diz a ela, a uma certa altura, que pode indica-lo, sem problemas. Nos bastidores, o carequinha relata, mais alterado, que iria na boa lá na frente e assumiria o erro já que Deri não queria faze-lo.  Brabo!
Rolou muita discussão no lounge até que o grupo se apresentasse para o Chef Bertolazzi com um nome. Perguntado, Arthur disse que a indicada era Derileusa, por causa do serviço. Aaaaai Derileusa!
Bertz recebe a indicação, manda Derileusa ir para a frente, e Samara interfere, dizendo que não concorda, que o grupo não decidiu nada, que na verdade ela votou em sí própria, e Derileusa havia se autoindicado também.  A moça diz que acha justo estar lá na frente com Derileusa, e o Chef permite.

Mais surpresa: Bertz, ao pedir um nome ao grupo, tinha a intenção de pedir a essa pessoa outros 2 nomes para a indicação... Ha-ha-ha! Quando é perguntada, Derielusa indica Arthur para se juntar a ela, e continua com a opção de Samara, mesmo hesitando (ah vá!), porque a fófi tinha tido problemas com o carbonara.
No frigir dos ovos, Arthur, mesmo não tendo apagado o incêndio como Bertz pediu, não havia errado no serviço, então ficou fora da eliminação. O Chef apontou como Derileusa parece ficar cega, trabalhando sozinha, e chegando até a atrapalhar os outros. Derileusa discorda (Dã!! Pra variar né??) que tenha atrapalhado pela comunicação. Sapateia Derileusa! AFFF!!! Samara acha que a comunicação É falha sim, e relata como e quais foram as dificuldades de trabalhar com a baiana, como foram certos momentos do serviço em que faltou cooperação, etc.  Daí Derileusa chooora nos bastidores!
Bertz aponta para Samara como se deve contornar problemas que acontecem na cozinha, e diz que quando eles refletem no salão, para o cliente, a coisa fica complicada. No serviço daquela noite, os clientes reclamaram unanimemente de um prato , e o prato era o de Samara. Aí sobrou, né? Samara, out! Quanto ao risoto de Derileusa, não houve reclamação, e Bertz comenta que pelo contrário, o prato foi elogiado.
A mensagem foi clara: os clientes não devem pagar por qualquer problema que role na cozinha. Nesse último episódio, os pratos foram mandados de volta porque foram influenciados diretamente pelo que aconteceu na cozinha, começaram a ser mandados de qualquer jeito, e o Chef declarou que não vai permitir que isso aconteça. Para Derileusa, ficou o aviso, que ou ela se corrige, ou não haverá lugar para ela no restaurante.

Só quero ver até quando o Chef Carlos Bertolazzi vai ter paciência com a dona doida... Pra mim ela tava fora já!! #Prontofalei !! Que saco pô!! Essa doida só mete a boca, discute com o Chef, contradiz tudo o que é dito pra ela, inclusive pelo Bertolazzi, e continua se safando... Fala sério, vá... Tô pegando um nooooooojo!
É isso aí moçadinha! Sábado tem mais, e eu não vou perder por nada!
Beijinhos, e até já! :)
- Aninha Albuquerque

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Viajar para cozinhar, cozinhar para conquistar.



Os competidores foram até uma vinícula em Mendoza, na Argentina, nesse último proragrama de Terça-feria, 2 de Dezembro. Como vencedores da semana anterior, Luís e Cecília tiveram a vantagem de escolher seus times. Luís, capitão do time vermelho, como vencedor da última prova eliminatória, foi o primeiro a escolher os membros do time. A formação ficou assim: Helena, Mohamad, e Luís no vermelho, Cecília, Elisa e Jaime no azul. A prova consistiria em harmonizar os pratos com vinhos diferentes. Um sommelier deu um pequena aula de harmonização com os vinhos da Bodega em que estavam para os cozinheiros, e então foram apresentados envelopes fechados com uma lista de ingredientes que os times teriam que usar para seus pratos. Foi a vez de Cecília escolher o primeiro envelope. Desta vez, os convidados para julgar os pratos teriam um voto, os Chefs-jurados teriam outro voto, e o dono da Bodega teria outro. Assim quem tivesse a maioria dos votos seria o ganhador.

Vamos aos ingredientes sorteados nos envelopes. Os vermelhos ficaram com ingredientes como coelho, maçã, cogumelo portobelo, vinho branco, amêndoas, tomate, queijo parmesão, ricota, doce de leite, massa filo... Hahaha! Cecília perdeu sua querida massa filo dessa vez, né? Seu time ficou com truta, peras, favas frescas, presunto parma, vinho tinto, limão siciliano, nozes, pimentão, arroz carnarolli, creme de leite, pêssego em calda... Os competidores teriam a cozinha da Bodega à disposição, e sinceramente, achei o lugar um pouco pequeno, um tanto apertado, posso estar equivocada até, mas no decorrer do programa, me pareceu ter gente se acotovelando um bocadinho demais alí. Havia também um forno à lenha do lado de fora da cozinha, e ele teria que ser compartilhado pelas equipes.
Destaque para Mohamad fazendo comentários sobre os tipos de vinho e possíveis harmonizações, e o fófi faz comentários pertinentes, mostrando que manja um tantinho de vinhos! Ó lá o menino maluquinho mostrando seus dons, gente!

Enquanto os cozinheiros decidiam o que preparar com os ingredientes sorteados nas 2 horas de prova, Paola já começa a sondar o povo sobre os pratos. Lógico que já sai com caras, bocas e olhares enquanto ouvia as descrições dos pratos. Jacquin também já dá o ar da graça, por sua vez dando várias dicas de preparo para a equipe azul, como se fosse o "mentor" dos carinhas... Não acho isso muito certo, não. Aliás, é comum ver o francês fazendo isso. Durante o tempo todo de preparação dos pratos, lá estava ele oferecendo vinho para os cozinheiros  do time azul, dando conselhozinhos, alguns pitis, bronquinhas, daí, bipolar como é, bancando o fofo, vai entender! Fogaça não poupou palpites, também, influenciando a decisão da equipe azul, por exemplo, de não fazer a focaccia que fariam...
E dá-lhe confusão, pra variar. No time vermelho, corre-corre. No azul também. Mas, no geral, me pareceu que o vermelho estava muito mais organizado. O azul demorou uma década para decidir qual era a entrada que fariam. Cecília como capitã mais parecia uma barata tonta que tomou algum tarja preta. Luís parecia um pouco inseguro, principalmente com a Pati-Chef falastrona na cozinha, desfiando rosário após rosário, e tumultuando até, como sempre.
Assim, acho que ela até pode ter uma certa boa intenção, mas fala sério! Já mencionei aqui o tanto que essa hermana fala e pede explicações enquanto os competidores tentam cozinhar, ao mesmo tempo em que ouvem a Chef-jurada, e tentam gerenciar o tempo concedido para realizar a prova. Olha, tem que ter nervos muito em ordem, gente! Eu nunca ia poder participar de um reality deses! Ia voar frigideira na cara de uns, óleo quente na de outros, ia ter pescoço quebrado e jurado sentindo o gosto sa sola do meu sapato na boca, isso se sobrasse alguma língua pra me encher o saco... AFFFFF! Me pergunto como é que os competidores conseguem se controlar... Pôxa, sacanagem isso de os caras ficarem em cima se fazendo de fofos, como quem quer ajudar e ensinar, só pra atrapalhar e tumultuar o meio de campo! Não vejo isso acontecendo nas edições gringas, não...

Mayhem, praça de guerra mesmo... Helena corria da cozinha  para o forno à lenha do lado de fora, com o pobre pé machucado que a deixava mais lenta, e fazia mais preparações, afobada mas concentrada. Cecília parecia mais uma galinha sem pescoço indo de um lado a outro, do fogão à táboa de cortes, tentando fazer a tal salada que não saía a custo nenhum. Luís já tinha se dado mal desossando um coelho que acabou não sendo usado, e Mohamad ajudava como podia, ligeirinho e tantando manter o bom-humor. Elisa, apressada mas decidida a fatiar as peras para a entrada, educadinha, ainda conseguiu dar atenção a Jacquin que teimava em lhe fazer beber um vinho e fazê-la entender como é que a bebida podia ser harmonizada. Aliás, Jacquin estava decidido a fazer os competidores beberem enquanto cozinhavam, para "cozinhar com alegria"! Tá bom, vai, eu acho que uma bebidinha sempre é boa companhia enquanto a gente prepara uma comidinha boa, mas olha só, aquilo era uma competição, com tempo contado e muita tensão! Será mesmo que o sabo boi française achou que os caras iam curtir o vinho em meio àquela correria toda??
Pit-Chef Fogaça chega num certo momento, latindo que faltavam tantos minutos! E dá-lhe mais correria! A entrada dos azuis não parecia ficar pronta nunca! Os vermelhos corriam para terminar a sua, e com os Chefs-jurados pelo caminho, ainda rolou confusão entre os times, mais precisamente entre Mohamad e Cecília, que discutiram sobre "a praça é nossa" (péra aí... isso não é no SBT?? hahahaha), "essa praça não é sua!", e por aí foi, mas rolou rapidinho, e acabou como começou: do nada. A pressa falou mais alto, e lá se foram os cozinheiros continuar seus preparos.

A equipe vermelha conseguiu apresentar sua entrada para os convidados primeiro: Cogumelo recheado com parmesão ao molho basilico e alface romana. O comentário entre os comensais era que os elementos se harmonizaram, se complementaram bem. Enquanto isso na cozinha, nada da entrada dos azuis. E Cecília tomando comida de Jacquin, agora já irritado, dando ataques aos berros de "No senhora! NO SENHORA!", e querendo impedir a moça de entregar sua salada, dizendo que o tempo tinha acabado, que era a coisa mais fácil do mundo fazer uma salada, e que ela não conseguia preparar uma em 45 minutos, que não entava pronta e que não era nem preciso terminar. Enquanto isso, a dona do camarote insistia, teimava em continuar a correr para finalizar o prato, retrucava, desvairada, e acaba sendo salva pelos outros dois Chefs-jurados, que quando consultados por Jacquin, permitem que a entrada dos azuis seja entregue. Que zona! O prato sai da cozinha para o salão sem o molho que além de ácido, ainda estava quente. Fogaça experimentou, odiou, berrou que estava horrível e "que vergonha!!!", e Elisa salva o prato colocando apenas azeite como tempero. A Salada com peras grelhadas e nozes ao molho de vinho chega atrasada, e acaba por dividir opiniões. Alguns preferem a do time vermelho, outros, a do azul, outros estão indecisos (e isso me cheira a script, mas va bene...).
O tempo passava rápido, e no salão, os convidados esperavam pelos pratos atrasados enquanto ouviam Jacquin tendo ataques na cozinha e comentavam com a Shun-Li sem-graça pela demora. O Coelho na brasa com maçãs carameladas da equipe vermelha sai antes do que o Papilote de truta com favas ao molho de vinho malbec do time azul. O molho teve que ser corrigido com creme de leite, e a cor, bem roxa, ficou "parecendo tinta", segundo Fogaça. Os convidados pareceram curtir mais o segundo prato.
Sobremesas a caminho, e lá está Cecília apressadíssima se queimando, dando ordens, e o nosso menino maluquinho mandando ver no fogão, já que ficou encarregado do último prato, parecendo calmo. É mandada a sobremesa do time vermelho para os convidados: Mil folhas com nata e doce de leite. Logo na sequência, sai a do time azul: Mousse de limão com redução de vinho tardio. Os comentários parecem levar a preferência para o lado da sobremesa da equipe azul.

Hora dos Chefs-jurados provarem dos pratos e dar seus pareceres. Não fica muito claro logo a princípio para quem os Chefs darão seu voto...
O enólogo está com a palavra para revelar o voto dos convidados. Segundo ele, a equipe azul estragou a peras tirando seu frescor e acidez, colocou muito açúcar no molho. Para os convidados, a equipe vermelha errou com a maçã no prato de coelho e com o doce de leite na sobremesa, ingredientes que destruíram a harmonização. O voto vai para o time azul. Para os Chefs, a equipe vermelha foi mais organizada, planejaram melhor, e Cecília, a capitã dos azuis estava perdida. Jacquin ainda ressalta o fato de lhes ter sido dada a oportunidade, que ninguém aproveitou, de beber enquanto cozinhavam, e disse que isso nunca foi oferecido a ele quando começou a trabalhar. Henrique Fogaça diz que o time vermelho trabalhou muito bem, apresentaram pratos com visual mais bonito e melhor sabor. Já os azuis se enrolaram demais. O voto dos Chefs vai para os Vermelhos. O desempate fica por conta do anfitrião, dono da Bodega. Para ele, pela apresentação de nível superior, a harmonização mais complexa, que permitiu mostrar mais as virtudes dos vinhos, e pela experiência completa, além do que ocorreu na cozinha, o voto foi para a equipe vermelha, que venceu a prova. Luís estava que era só satisfação por ter vencido a primeira prova em equipe, principalmente por ter sido ele o capitão. Dona Helena suspirava aliviada, toda feliz! Mohamad, teu nome é sorriso, né fófi? Elisa, triste, se dizia preocupada com o que estava por vir...

Reunidos de novo na cozinha do Master Chef, foi perguntado a Cecília quem foi a pessoa com melhor desempenho na equipe dela, e Cecília resolveu tirar vantagem da situação, indicando a si mesma. Como pior, ela indicou Jaime. Lógico que ela tinha em mente que poderia levar alguma vantagem com isso... Pegou muito mal entre os outros participantes, tanto os do camarote quanto com os companheiros de prova. O comentário lá no mezanino era de que ela não tinha MESMO sido a melhor da equipe azul.
Mas vamos ao desenrolar da coisa toda. A prova eliminatória tinha tudo para ser uma delícia, um grande prazer para qualquer cozinheiro, ou para qualquer um que ame cozinhar. Eles teriam ingredientes maravilhosos para preparar um prato para alguém especial, que queriam conquistar, "galantear" (Uiaaa! Galantear, Aninha? Isso é "do tempo do onça"! Tempo do onça?? É melhor parar por aí, né? A véia, falando língua de véia! hahahaha!). Enfim, cozinhar com amor. Olha só o tanto de coisas boas que estavam disponíveis na mesa apresentada para Elisa, Cecília e Jaime: um grupo continha chocolate, castanhas e geléia, em outro havia champagne, frutos do mar, incluindo caviar rosado e ostras, e ovos de codorna. No terceiro grupo havia frutas, brotos e flores comestíveis. Ingredientes lindos, riquíssimos, coloridos... As alcachofras estavam um primor, os morangos, figos e uvas pareciam ter sido desenhados, o caviar bem rosé era uma tentação, dava água na boca só de olhar. As ostras, as flores e os brotos pareciam fresquíssimos! E quanto chocolate! Que sonho!
Rachei o bico foi com o comentário de bastidores do Jaime, que contou que preparou uma rabada à luz de velas, para um jantar romântico para a esposa! Ai meu Deus!! Figura!

A vantagem que Cecília teve ao se indicar como a melhor do time foi de ser a primeira a escolher o grupo de alimentos que usaria para cozinhar. Ela teria que escolher pelo menos 2 elementos dos 3 que compunham o grupo. Se quisesse, poderia escolher todos, mas teria que usar 2, obrigatoriamente. A carioca escolheu o grupo dos frutos do mar, que incluía as ovas, ostras e vieiras, e o champagne. Elisa ficou com o grupo das frutas e brotos, contrariando a expectativa da apresentadora, que jogou no ar a possibilidade da moça escolher o grupo que a favorecesse e fizesse o contrário com o concorrente, Jaime. Elisa disse ainda que escolheu o grupo pensando nela mesma, no que poderia fazer com os ingredientes, e não em deixar Jaime em desvantagem, que queria jogar com a própria potencialidade e não com o defeito alheio. Tá vendo, Shun-Li? Nem todo mundo pensa em ferrar com a concorrência para se beneficiar... Tem gente que simplesmente confia no próprio taco, e que simplesmente pensa em fazer uma coisa bacana sem precisar apelar para "coisinhas baixas" para poder vencer. Entendeu, apresentadora?? Ela escolheu levar alcachofras e flores comestíveis, brotos e figos. Lá do mezanino, Helena acalmava Elisa, "seu bebê", sussurrando que ela iria detonar, que ficasse calma.
Para Jaime sobrou o grupo dos chocolates, de onde pegou alguns, castanhas e geléia.

Dois minutos no mercadinho para pegar os ingredientes restantes, e bóra dar início aos trabalhos. Uma hora para cozinhar. Cecília já tinha decidido servir as ostras frescas, as vieiras entrariam numa salada, e ela usaria o champagne para fazer um molho para as vieiras... Jaime apostava na conquista pelo chocolate, pretendendo fazer rondelli doce. Elisa ainda se decidia quanto ao preparo das alcachofras, pois o tempo de preparo poderia atrapalhar. Já considerava fazer uma massa, molho branco com o fundo das alcachofras, ou servir alcachofra inteira e uma salada com figos e queijo... Acabou por ficar com a primeira opção. Curtí a idéia! A fófi parecia um tantinho nervosa, mas não era a única. Cecília às voltas com utensílios e nervos, acaba derrubando intens pelo chão, se apressa para pegar, e continuava com cara de barata tonta pelo que observei. Não foi só eu que notei; no camarote, os competidores que ficaram de fora da eliminação também comentam como Cecília parece nervosa. Segundo Helena, " ... e a Cecília quando se desestrutura...". Pois é. A f'ófi estabanada não parecia nada segura enquanto preparava um prato com a intenção de ser romântico. Sei lá por que os Chefs-jurados, pra mim, sempre com a tendência a puxar o saco da dona do camarote, -e não estou dizendo que ela seja uma candidata ruim, não, pelo contário, mas que eles puxam a brasa para a sardinha dela, isso puxam!- comentam como ela parece segura e como ela tem maior chance de se dar bem com a escolha boa que fez! Ai ai, viu? Ao mesmo tempo, os Chefs comentam na rodinha que Cecília não trabalha bem em grupo... Ó lá... Chef que é Chef tem que saber trabalhar em grupo, né? Como é que comanda uma equipe sendo individualista enquanto trabalha?? Paola aponta que ela não deveria ter se auto-indicado como melhor, então, e Fogaça retruca que é um jogo e que ela está jogando... Eita ferro! Nessas horas é que fico um pouco em dúvida, sabe? Tem que saber jogar bem ou cozinhar bem num reality de culinária? Tem que ter carisma e conquistar os jurados pela personalidade, ou ter técnica, conhecimento, paladar e muito talento com as panelas? Fala sério?! Pra mim, fazer joguinho pra derrubar os outros não encaixa em reality shows, principalmente se for um reality de cozinha, que é um lance muito sério!

Bom...Jaime seguia preparando seu doce, consciente que quem cometesse algum erro maior teria mais chance de sair, e concentrava-se em fazer a massa de panqueca para seus rondelli.
Momento de abordagens, conselhos e atrapalhações dos Chefs com os competidores. Até que la hermana dá a Elisa algumas dicas boas quanto a ingredientes protagonistas, o que deve se destacar, etc. Jacquin, meio atrapalhando, meio ajudando, aborda Jaime e dá um conselho sobre usar a geléia para adocicar a redução de vinho que o moçoilo está fazendo. Ele se afasta dizendo que não foi uma dica, e sim uma sugestão, quando o competidor agradece. Na bancada de Cecília, Fogaça aconselha a fófi quanto à quantidade de elementos e o cuidado que ela precisa tomar para que o sabor de um não seja sobrepujado por outros mais fortes, como o das ostras pelos cogumelos que ela estava usando... Aliás, era coisa pra caramba integrando o que ela serviria, acho eu!
Momento piadinhas, Fogaça sugere que Cecília e Elisa tentem conquistá-lo com seus pratos. Jacquin brinca com Elisa estar toda "peace and love"  naquele dia, acho que por causa da roupitcha da fófi, com florzinhas... Gueeeenta, povo!
Faltando pouco para o término do tempo, Elisa ainda não começou a cozinhar seus ninhos de massa. Helena, lá do mezanino se desespera pela fófi, quase não se contém, preocupada que ela possa se atrasar, e falando um pouco mais alto sobre a bendita massa. Fogaça diz para o povo do camarote que não quer comunicação com os cozinheiros. AH!! Agora não pode, né? No programa passado, Ana Paula mandou que se calassem muito depois do povo do mezanino soprar dicas para Jaime, e nem foi em tom de bronca. Será porque Cecília estava lá soprando as diquinhas junto com Mohamad?
Faltando poucos minutos o povo se apressa. Elisa já pôs o macarrão para cozinhar, Cecília ainda pensa na apresentação, e Jaime está na montagem, rola a contagem regressiva de Madamme Padrão, que dependendo de quem estiver atrasado demora mais, e foi! Mãos ao alto!

Elisa é a primeira, e leva seu Pappardelle ao molho branco com alcachofras para ser julgado. GEEEENTE!!! Que é que se faz com aquele francês CORTANDO O MACARRÃO?? Porca miseria!! Ma che???! Alguém avisa o sapo boi bipolar que isso não se faz, pelamooooor de DIO!! Sacrilééégio!!! Pronto, dei meu ataque! AFFFF! Bola de sebo, mal nascidoooo!! #Prontofalei ! Alguém pelo menos falou alguma coisa! Valeu dona Helena!!! "Tem que ser francês pra cortar a massa, né?" Grazzie mille!! :)
Fogaça curtiu, disse que estava equilibrado, que gostou, mas que não sabia se ela o conquistaria se ela tivesse tentado faze-lo com o prato. Aí tem que dar risada... Jacquin, o rotundo, disse que ao ve-la cozinhar a massa, pensou: "vai ver que ela gosta de homem gordinho". Ai ai... não dá pra odiar esse roliço 100%, nem dá pra gostar 100%. Como é que faz, gente? Ele gostou, e a Pati-Chef também. O prato da bonitinha foi elogiado, e vemos então o sorrisão da mommy Helena, aliviada novamente!
Cecília chega com seu rebuscado, eu diria até presunçoso prato de Ostras com ovas de salmão (lei do mínimo esforço, né?) e salada de vieiras com molho de maracujá. Bonito estava, isso eu admito. Jacquin é o primeiro jurado a provar, enquanto ouve a descrição do mar de ingredientes que a moça usou no prato. Paola prova na sequência, faz algumas caras enigmáticas, aponta um componente que gostou, e vem o Pit-chef para experimentar. Logo de cara, ele mexe no molho de maracujá, tipo um chutney era a intenção, segundo a fófi. Fogaça já põe em dúvida, perguntando ser era "tipo um chutney ou um chutney?". Daí já se vê parte da reação. Jacquin acha que o prato poderia ser muito mais simples, e ter um pouco mais de acidez. Fogaça após alguns comentários um tanto neutros, diz que não sabe se namoraria com ela... Paola aponta os ingredientes usados, perguntando quais foram exatamente, e faz a moça admitir que não usou o champagne após enrolar e tentar se explicar, dizendo que tinha usado um pouquinho, mas acaba cedendo e dizendo que não usou o molho que fez com o champagne. Pra mim, só isso já era motivo para desclassificar a participante, já que as instruções foram claras: era obrigatório usar pelo menos 2 dos ingredientes escolhidos.
Em meio à conversa, já se via um sorrisinho no canto dos lábios de Jaime... Hehehehe! E lá foi o moço levar seus Rondelli de chocolates e castanhas com calda de geléia. Paola prova e pergunta dos ingredientes usados, para quem o fófi havia cozinhado, e parece ter gostado. Jacquin, como de costume, destrói a apresentação! Come, com a testa franzida, lambe os beiços e volta para o lado dos Chefs. Paola faz comentários muito bons, sobre como o fófi a surpreende sempre, sobre os poucos ingredientes que tinha, a boa qualidade, e que não sabia como ele consegue. Ela gostou! Jacquin faz alguns comentários negativos sobre os chocolates, e tenta ser engraçadinho dizendo que a decoração do jogo da velha seria uma porta de prisão... Mas Paola retruca que há o jogo da sedução e depois vem a prisão do casamento. Aí o rotundo francês escapole pela tangente, falando do sabor bom das uvas com o chocolate, que tinha se surpreendido. Acho mais é que ele se arrependeu de falar baboseira ou algo assim, e se saiu com um comentário melhor e uma frase de efeito para não passar por (mais) pentelho.

Elisa venceu a prova, por causa da simplicidade com sofisticação do prato, dos sabores, o melhor prato para os jurados.
Cecília se perdeu depois de se auto-indicar como a melhor da equipe e pegar os melhores ingredientes. Para os Chefs, Jaime e Cecília tiveram o mesmo nível de desempenho na eliminatória, mas Cecília tinha ingredientes muito mais ricos. E foi eliminada. Bom, já sabemos que o motivo, além do prato não tão bom, foi a fófi ter deixado de lado o champagne, né? Paola, toda emotional, chorou, sentida mesmo!

A própria Cecília concordou que a eliminação foi justa. E cá pra nós, está bem óbvio que ela não vai parar por alí, né? Talento ela tem, e muito! Vontade também! Realmente, ela não precisa de sorte... Mas a gente deseja a melhor sorte pra ela, mesmo assim ;) Só precisa de uma atitudezinha melhor no futuro, tipo... se entrar em um "outro reality", digamos assim... hehehe! E parece mesmo que já está sendo cogitada, hein? Selfie com Chef famoso de outra emissora, Cecilia?? Olha que vou ter que te comentar de novo em outro programa hein, fófi?? ;) Hahahahaha!

É isso aí povo! Semana que vem tem mais! Tá acabaaaando... :(
 Beijinhos, e até já! :)
- Aninha

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Troca de time, doces, amendoins, pitis e sabotagem... Cozinha sob pressão!




Demorou mais vortei, povo! Passei o fim de semana com um pé parecendo um ciabata, uma dor da peste por causa de um tombaaaasssso, mas como vaso ruim não quebra... Ói nóis aqui travêizzzz... hahaha!

Bom, o Cozinha sob Pressão desse último Sábado, 29 de Novembro, foi dramático! Pela troca de equipes, principalmente. Já que o time azul ficou com apenas 3 participantes, uma das gurias foi sorteada para trocar de equipe, e sobrou para ninguém menos do que... Derileeeusaaa!! Ô coitada! E lá foi a dona doida integrar a equipe dos bonitinhos. A recepção foi calorosa, os caras deram boas vindas, ficaram contentes com ela no time!
Feita a troca, desafio inicial à vista! Sobremesa! EEE! Açúcar, moçada!
E assim começa: foram fornecidos recipientes de diferentes tamanhos e formatos, e açúcar. Os cozinheiros teriam que encher um recipiente à sua escolha com o ingrediente, deduzindo que daria um determinado peso que Bertz diria para cada dupla de competidores. Quem reproduzisse o peso, ou chegasse mais perto, ganhava. Quem vencesse iria poder escolher a sobremesa que os dois iriam fazer. Seriam as opções: crepe doce, merengue de morango, petit gâteau, cocada, e arroz doce. Começa com Arthur, escolhido pelo time azul, vencedor do último desafio, e ele escolhe desafiar Bia. Ele vence, e decide que a dupla fará petit gâteau. Marcel vence Carol, e se decide por merengue. Daniele vence Marcelo, e escolhe fazer crepe doce. Derileusa vence Samara, e escolhe a cocada, como boa baiana que é.
Todos para as cozinhas! O tempo dado aos competidores foi de 1 hora e meia. Já tinha fófi na cozinha azul se sentindo muuuito seguro - leia-se Marcel! Os mocinhos pareciam felizes com a presença de Derileusa na equipe. Na cozinha vermelha rolava uma certa insegurança por causa da falta das receitas para fazer os doces, e também cooperação com as gurias dando dicas umas para as outras.
É lógico que rolou confusão e correria, como sempre. Bia, por exemplo, na pressa, trocou o açúcar pelo sal e colocou-o para caramelar! Como nada acontecia, ela se ligou, e recomeçou do jeito certo, rindo muito da marcada. Ai ai! E com tanto açúcar pela frente, tinha fófi perguntando onde é que estava o ingrediente... Samara se atrapalhava para fazer a cocada, misturou ovo... eita! Daniele fazia seus crepes, e pelo que eu ví ia dar crepe mesmo! Achei a massa grossa demais...
Na cozinha dos azuis, Marcel ajudava Arthur com a receita do petit gâteau, Marcelo fazia crepe Suzette - na minha opinião a sobremesa pode ser tradicionalíssima,  mas é muito óbvia, nada criativa para uma competição. Enquanto isso, Derileusa mandava bala na sua cocada, e os mancebos que experimentaram elogiaram demais! Marcel, muito seguro e confiante com sua sobremesa caprichada, tinha certeza de que ia detonar...

Foi! Acabou o tempo, hora do vamos ver! E uma coisa eu posso dizer: o povo alí tem mesmo as manhas de montar, empratar. Achei o visual geral muito bom meeesmo! Ai que vontade de comer um docinho, gente!!
Começando pelo Petit Gâteau, Arthur e Bia levaram seus pratos para Bertolazzi avaliar. Bia usou chocolate 70% e completou com um tartar de morango e calda de caramelo. Arthur fez o bolinho clássico, também com chocolate 70%. O tartar de Bia fez a diferença, e ela venceu. Marcel, inconformado, já aparece na gravação dos bastidores começando a descer a boca. E posso adiantar que esse foi só o começo dos pitis do fófi. Arthur aceitou melhor a derrota... É, mais ou menos, vá...
O ninho de merengue de chocolate de Carol veio caprichado, com suspiro dentro, morangos com vinagre balsâmico, e caramelo com avelã. Marcel já adiantou lá nas gravações que era pra fazer merengue de morango e Carol chegou com uma pavlova... Aff... Eu chamaria aquela reação de des-pei-to, tá, meu bem? Marcel trouxe seu merengue com calda de vinho, chantilly de vanila, morango e caramelo cristalizado. Achei bonita, sim, bem montada, visual bacana... mas um tem que ser melhor, né?! Venceu o merengue de Carol, sob a testa franzida e olhar de desdém de Marcel, o bicudinho inconformado.
A primeira cocada da vida de Samara, mole, de forno, lembrou mais um quindim. Ela tentou, vá... Acrescentou uma redução de balsâmico com morango. O ovo não "ornou", não, mas até chegou a agradar... Já Derileusa acertou na mão e incrementou a sobremesa tradicional com uma farofa de nozes crocante. A dona doida ganhou parabéns e venceu.
Marcelo e Daniele chegam com seus crepes. A sobremesa de Daniele tinha recheio de damasco e nozes. Marcelo levou o termo "tradicional" bem ao pé da letra, nada criativo, mas o Chef Bertz não conseguiria comer toda a sobremesa de Daniele, estava muito sem graça. Marcelo venceu porque a sobremesa do fófi estava saborosa. Eitaaa!! Empatou...O critério de desempate foi a melhor sobremesa, e Bertz não teve dúvidas para eleger a de Carol.

Dá-lhe Marcel a resmungar, reclamar...

A equipe vermelha ganhou, e as gurias ganharam uma ida a um show de stand up, além de um bolo que estava com uma cara bacanérrima! Elas quiseram dividir o bolo com a outra equipe, mas foi difíííícil convencer certos fófis azuis alí, viu? A equipe perdedora teria que descascar 25 kg de amendoins!! Além de ter as cozinhas para limpar. Lá vaaaai Marcel véio! Hahahaha! Doido da vida, "P" da cara, reclamando, querendo sair, não parou de reclamar um minuto! Arthur também não estava satisfeito, e chegou a declarar que havia protecionismo com Carol. Foi o Ó do borogodó os perdedores reclamando, se recusando a comer o bolo... Marcel disse para o Chef Giggio que não iria descascar UM amendoim, reclamou mais, chamou a situação de ridícula... AFFF!
E lá foram as gurias vermelhinhas rir muito, e saborear a vitória, descontrair.

Outro dia, outros 500. E o mesmo Marcel emburrado... Participantes familiarizando-se com o cardápio do jantar, decidindo quem faz o que, e Marcel afirmando que queria sair. Nó!
Destaque para um "conversê" entre Arthur e Marcel, em que o primeiro pedia para o outro não colocar o sal no açúcar e o açúcar no sal... e Marcel garantindo que não, não ia fazer aquilo, rindo. Detalhe bem importante essa conversinha!
Momento do Chef Carlos Bertolazzi passar as instruções para o serviço daquela noite, e os últimos avisos às equipes. Ele diz que àquela altura os cozinheiros estão mais entrosados, e deixa bem claro que não vai admitir corpo mole, e que só vai ficar quem quiser mesmo mostrar que é o melhor.

Todo mundo sabe que um serviço bom depende do trabalho em equipe, e muito embora apenas um saia vencedor numa competição assim, é o desempenho em equipe que determinará quem fica e quem sai, até que haja apenas O vencedor. Ora... com um Marcel mal-humorado, pentelhando, reclamando, e decidido a agir como um gurizinho mimado e emburrado no grupo, quem é que precisa de, por exemplo, um ovo podre na omelete? Né?? No meu ponto de vista, daqui da minha poltroninha, vejo a equipe azul em desvantagem, não só porque foi a que teve mais baixas até agora, mas também porque deu a "sorte" de contar com elementos com maior tendência a "causar". Posso estar errada, mas é o que tenho visto desde o começo da competição. A própria Derileusa, uma que mesmo meio calada, acabava causando atritos na equipe das gurias, acaba de se mudar, de mala e cuia, para a equipe azul. Aí está...

Para o serviço do episódio, Bertz chama Samara e Arthur para liderar as equipes. O carequinha ligeirinho escolhe Marcel para ficar nas entradas, Derileusa nas massas, e Marcelo no prato principal. Samara decide que nas entradas fica Carol, nas massas fica Bia, e Daniele nas carnes. Bertz afirma ainda que os líderes também podem trabalhar nas praças.
Abrem-se as portas do Cozinha sob Pressão, e logo o serviço entra em andamento. Arthur já parte para dar mais instruções para Marcelo, e logo começam a sair algumas entradas. A primeira pisada na bola, nada muito grave, é portanto de Marcel, que estava pouco se lixando para o fato do molho ter escorrido pelo prato, e afirmava que ia soltar os pratos do jeito que ele achava que tinha ser e pronto, continuando com a mesma postura emburrada, querendo sair do programa... Já viu né??
As comandas são em bom número,  os clientes querem a carne em pontos diferentes, é hora de prestar atenção pra não fazer caca. Samara parecia bem no controle, e havia escolhido as praças certas para cada fófi. A cozinha vermelha parecia seguir suave...
Arthur, que pelo que eu tenho visto é um bom líder, um cara que tem isso na personalidade, comandava com segurança o povo da cozinha azul. Destaque para Derileusa que não sabia o nome da massa que estava preparando, segundo ela, "o nome que ele deu pra massa"! Aaaai Derileusa! Figuraça! Arthur elogiou a fófi na gravação dos bastidores, dizendo não entender por que é que queriam tanto manda-la embora no grupo vermelho. Segundo Marcelo isso acontecia por medo, porque "ela manda bem"! Até o pentelhinho Marcel estava curtindo a presença da Deri no grupo... Ó lá a Derileusa fazendo sucesso gente!! Tá que tá poderóóósa! Hahahaha!

Tudo corria bem nas duas cozinhas, comida saindo, fófis em sintonia... Até que Dani dá início às caquinhas, se esquecendo de colocar mozzarella de búfala no molho que estava fazendo, e mandou o prato com o ingrediente faltando. Resolveu rapidinho, e foi! Na sequência, do lado azul, Marcelo manda uma carne mal passada quando o cliente pediu bem passada. E de novo, mesmo erro. Bertz já está beeem brabo a essa altura. Terceira vez!! E o pior era que Arthur checava antes de sair e achava que o ponto estava certo, e mandava o prato. Agora os gritos do Chef estavam a contento com o título original: Hell's Kitchen! Haahaha!! POSSEEEEESSO! E com razão, né? Ele mesmo disse antes que não admitiria erros. Bertz decide que Marcelo trocaria de lugar com Marcel, indo para as sobremesas, e assim foi. Marcel foi finalizar os pratos de Marcelo. Além da lambança do ponto da carne, Bertz chamou o serviço de buffet, porque já tinha um bocado de carne e peixe selados, esperando para ser finalizados... não é bom, não!
Do lado vermelho, agora! A bendita carne no ponto errado. Dani estava entregando fora do ponto pedido, e levou comida do Chef Betolazzi também. Eita ferro! Segundo Bertz, o ao ponto dela era mal passado, e o mal passado era cru! Naaaassssa... Tá danado, gente!
Va bene, corrigiu-se o erro, com uma ajudinha básica de Carol, e lá se foram os pratos para os clientes.
Bóra pro lado azul, onde Marcel estava sendo elogiado por Bertolazzi pelo serviço das carnes. É só elogiar que o moço acalma, né? Que mimadinho esse mancebo!

As coisas pareciam bem, até que... Façamos um rewind aqui: tão lembrados do detalhezinho que comentei sobre o "conversê" de Marcel e Arthur? Aquele em que "brincavam" sobre colocar o sal no açúcar e o açúcar no sal?? Hahaaaa! Aí está! A cena que ví, e tenho certeza de que muita gente viu o mesmo que eu, mostrava Marcel com a boca bem aberta, rindo, aprontando com o vidro de "açúcar"; ele estava colocando sal na batedeira antes de Derileusa bater o chantily, sim, e estava se divertindo com a própria "arte". Bertz chama o mancebo anarquista e conta que o cliente está dizendo que a sobremesa está salgada. Mas que ator, gente! Com a cara mais lavada do mundo, ele diz que era impossível! Impossível é que ele não tenha feito de propósito! Ele ainda tem a cara de pau de pedir para o Chef experimentar o chantily, e pergunta se está mesmo salgado. Bertz só manda-lhe um "tá de sacanagem comigo", manda Marcel provar o creme, e o cara age como se não tivesse idéia de que estava salgado! O Chef manda tirar todas as sobremesas, visivelmente passado! No instante seguinte ouve-se Arthur dizendo que ele sabia que Marcel ia fazer aquilo... Tsc Tsc Tsc... Que feio... Como é que pode tanta peroba numa cara só hein? E continuou negando, até pro Arthur, que tinha feito de propósito. Arthur "pareceu" desconfiado, a princípio, mas não deixou de dizer para Marcel que achava que ele tinha feito de propósito sim! Eita Marcel... podia ter feito coisas boas no programa, me apronta uma dessas e dá risada... Mente que nem sente! Fica vermelha cara sem-vergonha! Derileusa, pobrezinha, caiu no conto, e não acreditou que o fófi sacaneou. Nem Marcelo. Só que não dá pra ter certeza se o moço não estava agindo na mesma intenção de Arthur, não querendo botar mais pilha. Sabe de nada, inocente! Só que a cena foi passada, repassada e repassada, povo! Tá na cara o que rolou, né? No final das contas, aparece Arthur nas gravações dos bastidores dizendo que acha que Marcel sabotou a sobremesa, e de propósito.
A sobremesa das gurias saiu rapidinho, e o serviço da cozinha vermelha terminou primeiro.

Tenso! Climão no lounge antes de serem chamados pelo Chef Bertz. O babado do açúcar continua sendo o tema da conversa entre todos os participantes, e Marcel continua negando, jurando de pés juntos que não foi por querer, dando desculpas, dizendo que nem estava mais ligando pros 100 mil, que não tinha entrado no programa por causa desse prêmio, etc., etc. Ainda acrescentou que não faria o que o Fabrício fez, de chegar e pedir pra sair. Pois é... ele apronta e mela com o desempenho da equipe pra ser mandado embora do programa e não sair como babaca. OI?! Hahaha! Pior!

Quando reunidos com o Chef, os competidores ouvem sobre como o serviço havia virado um pesadelo, assim, do nada. Bertz conta que quando teve problemas com o ponto da carne em um restaurante recém-inaugurado, ele não teve problema algum em trocar quase que a equipe inteira, se dirigindo bem claramente a Marcelo e Daniele.
Então, o Chef chama Marcel para a frente, pergunta se ele acha que tem capacidade de ir para a final, e de vencer o Cozinha sob Pressão. Marcel responde afirmativamente, e Bertz concorda. Aí o mancebo descreve como aconteceu "o causo da troca do açúcar", disse que tinha sido culpa dele, mas que não tinha sido de propósito... Só que Bertolazzi não tinha bem completado a sua sentença... e finalizou com um belíssimo upper cut, na minha opinião: dizendo que a irresponsabilidade aliada à  falta de disciplina do moço tinham-no feito mudar de opinião, e mandou o carinha entregar a dolma. Ha! Dá "Raúki", Bertz!! Marcel foi embora pra casa com um sorrisinho sem-graça e com cara de tampa. Pra completar o episódio, o Chef Bertolazzi avisou que não toleraria mais falhas nem indisciplina. O trampo teria que ser levado a sério, e mesmo que seja descascar um mísero amendoim, tem que fazer, se quiser chegar à final. Curtí, aliás, adorei!

Tô doida pra ver o próximo episódio, povo! E vocês? Esse programa está cada vez mais bacana!
Então, Sabadão tem mais!
Beijinhos e até já! :)
- Aninha


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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Infância revisitada, emoções, e carne ao ponto.



O programa dessa Terça-feira, 24 de Novembro, foi emoção de ponta a ponta. Foi complicado para alguns participantes lidar com a carga emocional de ver fotos de infância e relembrar a época, a família. Os competidores tiveram que trazer à baila suas memórias gustativas, enquanto tentavam controlar as lágrimas e se manter focados para cozinhar pratos que fizeram parte das suas vidas. A idéia não era reproduzir os pratos, e sim dar a eles sua personalidade, seu toque pessoal, recriar, fazer uma releitura com os ingredientes que compunham esses pratos de que se lembravam, que comiam quando crianças, quando bem mais jovens.

Já comecei a me emocionar ao ver os cozinheiros se debulhando ao ver as fotos antigas. Os próprios Chefs estavam muito emocionados; Paola e a apresentadora eram duas que tinham lágrimas nos olhos e tentavam manter a pose... Deu até um pouco de pena de alguns alí, como Jaime, que não conseguia se controlar, e chorava muito, dizendo mesmo no depoimento nos bastidores que naquele momento percebeu que não tinha uma referência, uma memória gustativa das comidas de infância. Complicado, né? Durante a prova, Luis contou que tinha problemas até hoje para chorar, que não conseguia faze-lo com facilidade, porque seu pai, que teve um infarto e morreu praticamente nos braços do filho, pediu para que ele não chorasse, e isso acabou ficando marcado no moço. Difícil...
Cecília, que normalmente é durona, não chora à toa, chorou muito enquanto preparava sua comida e dizia para Ana Paula Padrão que queria homenagear sua outra avó.
Não houve excessão, todos choraram, uns mais, outros menos, mas as lágrimas rolaram.

(Daí eu dei uma pausa da escrita para ir comprar ovos do tiozinho que passa por aqui toda semana, pisei numa folha molhada, torcí o tornozelo, me estabaquei, fiquei de molho na cama com o pé com cara de ciabata, inchado, pra cima, joelho faltando um naco, em carne viva, e tomando remédio, com um sono danado... E é por isso que só estou postando agora... saco viu? Ó lá Dona Helena, ganhastes uma companheira de pé imobilizado! Hahaha! Tem que rir, né, porque senão a gente acaba chorando... porque dóóói! Pronto, tudo explicado, voltemos às panelas :D )

OK, vejamos o que os mancebos decidiram praparar com o jeito de Master Chef para fazer essa viagem de volta às suas infâncias. Lembrando que as instruções foram para que eles cozinhassem algo que iria dar a eles a personalidade dos Chefs que seriam no futuro. Simples e complicado ao mesmo tempo...
Uma hora para cozinhar. Já era bem óbvio que alguns seriam influenciados pela carga emocional, como Jaime, que teve dificuldade para se concentrar e parar de chorar. Talvez até por esse tanto de emoção, o moço se atrapalhou e pegou no mercadinho, por engano, o arroz japonês, e foi salvo por Flávio, que deixou para ele um saco de arroz normal.  Flávio decidiu fazer um arroz com carnes e legumes.  Helena revisitou o macarrão com frango da infância. Elisa lembrou do pai, fazendo um sanduíche no pão ciabata com alguns ingredientes que ela está acostumada a usar na sua cozinha.
Pode ter parecido para alguns que Jaime estava dando uma de coitadinho, mas acho que não foi o caso... Ele chorava enquanto cozinhava, o que pode sim atrapalhar na execução de um prato. Ele decidiu fazer um picadinho de carne, e relatou que  comer carne era luxo em sua infância, e que o tempero da mãe era só cebola e sal... Então, iria incrementar com os temperos que havia conhecido no programa para dar uma cara de Master Chef ao prato.

A conversa entre os Chefs-jurados era exatamente sobre o choro de Jaime, que poderia atrapalha-lo. Jacquin contou sobre o prato que provavelmente faria, e mostrou uma musiquinha que cantava para comer o purê de batatas da mãe, fazendo um buraquinho no meio para colocar o molho de carne... bonitinha a historinha!
Cecília escolheu fazer um picadinho, e dar sua personalidade a ele. Mohamad decidiu reunir vários ingredientes da culinária árabe em um prato só, coisas que comia na infância e adolescência. Na falta de algum ingrediente, o menino maluquinho substituiu e se virou para fazer funcionar. Seria um prato arriscado e complexo...

Luis contou para Ana Paula sobre o episódio da morte do pai, e lidava com as lembranças da melhor forma possível. Decidiu fazer uma sobremesa de banana da infância, com ingredientes mais refinados e cara de restaurante. Paola se espantou ao aproximar-se da estação de trabalho de Elisa, perguntando se a mocinha estava fazendo um "lanche". Ao ouvir a explicação para a escolha de Elisa, a Pati-Chef hermana aconselhou-a a se manter no ótimo nível que tinha atingido nas últimas provas, e então foi abordar Flávio, justamente na hora em que o concentrado nipônico executava uma manobra complicadinha na frigideira para virar sua omelete, o Tamagô que acompanharia o seu risoto japonês. Antes de sair de perto, a Chef deixou a pulguinha atrás da orelha de Flávio, mandando-o pensar se num dia em que o moço tivesse um restaurante, ele traria consigo a culinária  japonesa exatamente reproduzida, ou se seria uma cozinha com com influências japonesas e a personalidade dele. Enquanto isso, Jacquin abordava Cecília e a apressava para fazer seu molho com vinho, dizendo que não ia dar tempo.

Faltando 10 minutos, Helena se dá conta de que ainda não tem nada pronto, e se apressa para cozinhar o macarrão e fazê-lo mais simples ainda do que tinha imaginado, para poder ganhar um tempo.  Os Chefs observavam de longe, namorando a sobremesa de Luis, e Paola torcia para que comessem bem naquele dia... Comentavam sobre a idéia do prato de Mohamad e a simplicidade do lanche de Elisa. Paola se dizia preocupada pela moça, e que não apresentaria um lanche no Master Chef... Fogaça dizia que achava que Helena parecia enrolada. Também comentavam sobre o fato de Jaime estar descascando sua mandioquinha (estranha essa expressão né?? hahaha) com apenas 8 minutos para o final da prova, que não daria tempo de cozinha-la.  Flávio já finalizava seu prato, parecendo confiante, embora ouvindo do Pit-Chef Fogaça que era comida para um batalhão. Helena e Mohamad se preocupavam se conseguiriam entregar os pratos, com apenas 3 minutos para o final. Jaime tirou a mandioquinha do prato, pois não deu tempo de cozinhar, e Mohamad não conseguiu montar seu prato como planejara, e foi como estava mesmo.
TEEEMPO!!
Ana Paula explica que a partir daquele episódio, como já estavam em apenas 7 competidores, os jurados iriam passar a provar todos os pratos nas provas não eliminatórias.

Flávio foi o primeiro a apresentar seu Mazegohan, um risoto japonês com carne, cenoura, vagem e bardana. O Sapo-boi française já começou a chafurdar na cumbuca do japa, revirando o risoto, com cara de poucos amigos, perguntando o que havia na composição, e por fim experimentou, com a testa enrugada. Comentário: "É muita coisa de novo! Muito produto. Muita mistura. Não gostei!".  Paola também fez cara de quem não gostou, dizendo que há pratos com muitos ingredientes, mas que trazem um sabor único, e que não era o caso do prato do moçoilo. Disse a Flávio que abrisse os olhos, porque poderia ser que não desse mais para ele, e que se fosse uma prova eliminatória, ele estaria fora. La hermana disse e repetiu que não estava bom. Fogaça perguntou ao rapaz o que estava acontecendo com ele, afirmou que ele estava descendo a ladeira sem freio! Lembrou-o do conselho que os Chefs-jurados haviam dado ao moço na última prova, de que menos era mais, e que Flávio havia ido pelo "mais é mais". Com a cara feia, reafirmou que o moço deveria fazer algo com a memória gustativa para trazer algo que eles procuravam hoje, uma coisa mais atual, mais bem feita, mais bem apresentada. Arrematou dizendo a Flávio que ele estava na corda bamba.  Flávio voltou para a  bancada decepcionado consigo mesmo.

Jaime levou para julgamento seu Picadinho de carne com legumes e arroz. O professor contou que o pai fazia esse prato, e que ele havia colocado alguns ingredientes a mais. A apresentação estava bem simples, o arroz havia desmoronado um bocadinho, eu não diria que era um prato de Master Chef. Fogaça provou e logo de cara perguntou se Jaime não havia usado sal e pimenta, e a resposta foi afirmativa. Bom, se o cara perguntou, já dá pra saber o porquê, né? O Chef ressaltou a falta do molhinho da carne de panela e do tempero do arroz. Perguntado o que havia acontecido com ele, Jaime falou sobre a dificuldade da prova pela carga emocional, que só havia cozinhado em respeito aos Chefs e ao programa, e que estava sem condições... Fogaça discorreu sobre a pressão que é estar em uma cozinha com 100 clientes querendo comer, e sobre como era importante ter controle emocional para ser um cozinheiro, caso contrário acabava-se saindo correndo da cozinha e abandonando tudo no meio do serviço. Fogaça disse que o prato deixou a desejar.
Paola fez um desabafo na sua vez de provar o prato: disse que começou a cozinhar muito jovem porque tinha que fugir da sua vida cotidiana, que era muito ruim. A cozinha, disse, havia sido seu útero e seu colo. Em seguida falou da forma como se passa "por toda a merda", como se enfrenta o que vem, e a cara que se põe pra vida, pra se dar certo na vida... Me pareceu e soou como uma bronca que traduzida dizia que não importa o que se passa, mas a forma que se encara os desafios e melecas que rolam com a gente. Paola me soou um tanto irritadiça, meio que achando que Jaime estava se mostrando fraco. Ela criticou o prato em vários sentidos, da falta de sabor e tempero à consistência dura e seca da carne, ausência de molho... Jaime disse que tinha sido bom ter tomado aquela porrada, que não seria um erro que cometeria duas vezes, e que ainda bem que não era uma prova eliminatória. Disse ainda que sabia que o prato não estava bom. Quando Jaime disse que se caísse 7 vezes, levantaria 7 vezes, a Pati-Chef irritadiça, com a cara amarrada, apenas concordou: "Sim, todos nós, vamos lá!". No depoimento dos bastidores, Jaime disse que só voltaria a chorar quando ganhasse o Master Chef... Poderooooooso... Hahahaha!

Dona Helena é a próxima a ser chamada! Lá foi ela na sua cadeirinha de rodas com o pé engessado (tadinha!! Helena, eu sei da sua doooor guria!! E como enche o saco, né??), pratinho na mão, ansiosa porque havia terminado seu macarrão faltando 5 minutos para o final da prova, e não sabia como a massa estaria. Seu Farfalle com frango enrolado no presunto e recheado de cogumelos me pareceu bem apresentado, mas teve Chef-jurado que não pensou como eu. Paola elogiou a consistência, a suculência do frango, a massa, mas disse que achava que Helena havia reproduzido muito o macarrão com frango da infância, que não sabia se era um prato de restaurante. Jacquin disse que faria o prato "mais Master Chef", e discorreu sobre como apresentaria o prato, como cortaria o frango, etc. Quanto ao tempero, disse e frisou que, como sempre, era bom. Segundo ele, a apresentação não era para o Master Chef. Helena ficou chateada por ter achado que a apresentação estava de acordo, e ainda assim não ter estado a contento para os Chefs-jurados.

Cecília foi a seguinte, com seu Picadinho de carne com cogumelos e massa filo. Fogaça recebeu as explicações de como o prato da avó Berta havia sido adaptado, modificado, confeccionado. Perguntou se o molho de redução de vinho da moça era ketchup, e aí provou. Segundo o Chef, a moça conseguiu captar a idéia de trazer os sabores sem copiar o prato, apresenta-lo e trazer alguma recordação de sua infância. Paola foi logo comentando sobre o gosto de Cecília pela massa filo, e provou do prato. Disse que ela poderia não entender que era um picadinho, o que era bom porque estava saboroso, e não era necessariamente um picadinho, mas sim uma interpretação da competidora com uma apresentação contemporânea. Alinhavou seu julgamento dizendo que o prato estava muito bom, e que a moça cozinha bem. Cecília voltou ao seu lugar com um sorrisão gigante no rosto.

Próximo da fila, Mohamad levou para Jacquin seu Quibe cru com cream cheese, babaganuche e tabule numa montagem um tanto desmilinguida, na minha opinião. Perguntado se estava feliz, Mohamad fez um sim meio incerto com a cabeça. Nos bastidores, a gravação do maluquinho mostrava-o dizendo que ou os juízes iriam gostar ou não, que não haveria meio termo. O francês gostou do tempero, do sabor, mas achou que a apresentação poderia ser melhor, mais refinada, menor. Finalmente acabou por dizer que a apresentação não estava bonita, que estava péssima. Aconselhou o moço a não perder tempo sendo agitado, e a pensar. Paola provou, mastigou, disse que era muito arriscado e muito bom, e muito saboroso!

Elisa levou seu Ciabata de rúcula, presunto e cogumelos para avaliação. Visualmente, estava bonitinho, bem apresentado, na minha opinião, mas nada demais... Elisa se prolongou um pouco demais para explicar os porquês do seu prato. Pati-Chef experimenta e começa a discorrer sobre como achava a idéia válida, mas que a mocinha já tinha feito pratos autorais infinitamente melhores, por mais sensacional que estivesse o lanche, e que NÃO estava sensacional... Aí disse que o sanduíche estava gostoso, embora um pouco salgado demais. Aconselhou Elisa a pensar melhor, que não era o momento de apresentar um sanduíche. Vez do bipolar Sapo-boi française, que provou, perguntou se "estava de rodízio" ( é o que??? ), se o pai da moça tinha lanchonete, e diante das negativas, grosseiramente disse a Elisa "seus pais não sabem cozinhar então". Elisa defendeu a culinária do pai, só para ouvir do rotundo Jacquin a pergunta sobre onde estava a comida da família, finalizando com a afirmação de que era "melhor parar hoje". (Grosso! Mal educado!) A pobrezinha voltou para o seu lugar cabisbaixa, triste pelo que ouvira dos jurados, mas disse que era um chacoalhão que precisava levar, que a sua escolha havia sido um tiro no pé.

Por fim, Luis chega com seu Creme de ricota e banana frita com calda de manteiga e açúcar. Pessoalmente, achei a apresentação na taça bem simples, nem um prato por baixo para apoio, e o desenho da sobremesa pareceu-me um daqueles doces que se vê em copinhos de plástico em balcões refrigerados de padarias (ai Aninha, que ácida! Né? Mas é só minha opinião...). Paola provou e fez cara de enjôo, de quem comeu e não gostou, literalmente. Criticou o doce, dizendo que a ricota estava ácida, salgada e com a textura que não era sedosa, cremosa, mas sim granulada, o que Luis admitiu ter notado. Comentou então sobre a banana na parte de baixo, que estava dura e com gosto de manteiga pura, enquanto a banana de cima não tinha muito sabor. A sobremesa simplesmente não a agradou. O Pit-Chef provou de leve, remexeu o creme, pegou uma cerejinha de cima e comeu... Então perguntou por que Luís não tinha feito algo salgado, e quando ouviu do competidor que porque sobremesa não era o forte dele, havia decidido que teria que tentar, comentou que o moço estava pondo a cabeça no laço. Acrescentou que tinha que pensar, ou iria "se f#&er", que esperava mais do moço, que já era a segunda vez que dizia isso a ele. E que talvez fosse a última. Luís, coitado, só fazia que sim com a cabeça, desapontado e sem-graça.

Decisão. Para os Chefs-jurados, apenas Mohamad e Cecília conseguiram fazer direito o que foi pedido na prova. Pela apresentação falha, nosso fio desencapado cabeludinho não levou o primeiro lugar. Cecília é novamente a dona do camarote.

Prova de eliminação exigindo técnica, e dessa vez com direito a workshop da Pati-Chef Paola sobre corte e preparo de carnes. Paola contou sobre como vem estudando essa proteína há anos, sobre como é fà de carne, uma de suas especialidades. Então apresentou 5 cortes nobres, do traseiro bovino, para os competidores: o Prime Rib, o Chorizo, a Fraldinha, o Filet Mignon, e o Bife de Chorizo. Os competidores poderiam escolher o corte que queriam trabalhar, e apresentar um prato de nível Master Chef, com acompanhamento e molho. Apresentações feitas, Paola começa o workshop, falando sobre alguns mitos sobre a carne como temperatura para preparo, tempo para temperar, etc. Logo de cara, alerta a quem se animasse para preparar o Prime Rib que esse era um dos cortes mais difíceis de se tabalhar, por causa do ponto, tempo de cozimento, por ter que terminar no forno. Depois pega o Filet Mignon e passa outras dicas como selagem, tempo de descanso e ponto de cozimento, mostrando a cor e diferença de cada ponto, deixando os competidores provarem. Curtí assistir!

Hora da prova. 2 minutos no supermercado para escolher a carne e os acompanhamentos. Tudo no prato seria avaliado, do ponto da carne ao acompanhamento, da apresentação ao molho preparado.
Corre-corre usual para escolher ingredientes, e voltam para as bancadas de trabalho. Rostinhos satisfeitos, contentes por terem pego tudo o que precisavam, muitos já com a receita todinha na cabeça, tudo planejado... Só que não, né? Hahahaha! Surprise!!!  E das boas... Bem Master Chef. Shun-Li da Band dá a ordem para que cada competidor retire da cestinha a sua carne, e deixe nela todos os outros ingredientes. Muito bem... então tiveram que passar sua cesta de compras para o fófi da bancada de trás. NÃÃÃOOO!!! Hahahahaha! Que pesadelo, hein? Para muitos foi lindo, para outros, foi encarar o Jason num beco escuro sem saída! Mas hein?! Vejamos como ficou: Elisa entregou sua cesta para Flávio, que entregou a sua para Helena, que entregou a sua para Jaime, que passou a sua para Luís, que por fim passou a sua para Elisa. Preciso comentar as carinhas dos competidores? Tá, comento! Ia do pânico à decepção, da raiva ao desalento... Alguns curtiram, como Jaime, por exemplo, que disse saber que Helena tem as manhas e só escolhe ingredientes bons, então não seria difícil trabalhar com a cesta da fófi. Engraçado mesmo foi ver a reação da Helena, que olhou para o conteúdo da cesta, começou a rir e não conseguia parar!

Os Chefs pediram a carne ao ponto, por ser esse o ponto mais pedido pelos clientes nos restaurantes, então os competidores teriam que prestar atenção nesse "detalhezinho". Ana Paula Padrão explicou em seguida que cada competidor começaria a cozinhar num tempo diferente, assim o tempo da carne seria respeitado, e ela seria provada no momento certo. Desta forma, um competidor começaria a cozinhar, outro começaria 5 minutos depois, o seguinte 5 minutos depois, e assim sucessivamente. Lógico que quem começasse por último teria mais tempo para pensar no que fazer com os ingredientes da própria cesta. Para ter justiça, foi feito um sorteio. O 1o sorteado foi Flávio, que seria o 1o a servir seu prato, seguido por Elisa, Luis, Jaime, e Helena por último. Teriam 45 minutos para cozinhar. Achei pouco!

Mãos à obra. Flávio começou seu preparo enquanto os outros apenas observavam. O moço estava contente com o conteúdo da cestinha, muito embora pensasse em reduzir a quantidade de itens e se manter no mínimo necessário, como havia planejado ao escolher seus itens no mercado. 5 minutos passados, foi a vez de Elisa começar a cozinhar. A moça não estava nada feliz com a cesta pobriiiinha que lhe foi "presenteada". Se virou como pôde, e parecia mais preocupada mesmo era com o ponto da carne. Hora de Luis começar seu prato, e já tinha pensado um pouco sobre o que fazer e como se arrumar com alguns ingredientes que Jaime havia colocado na cesta. Abordando Luís, Jacquin e Fogaça ouviram sua idéia original para o prato, e acabaram concordando que o moço se dera melhor com a cesta trocada, porque o plano inicial era perigoso. Não deixaram de acrescentar que Elisa iria odia-lo para o resto da vida! Hahaha! Verdade. Eu teria jogado um pé de alface na cabeça do fófi! Ninguém merece... Salada no aro e carne como um prato de Master Chef?? Humpf!

Tempo para Jaime começar seu prato, bem feliz com a cesta que Helena montou "para ele".  Já se atrapalhava um pouco com os cogumelos e os pignoli, e lá do balcão, Cecília e Mohamad assopravam diquinhas de preparo... Ana Paula viu e mandou que ficassem quietos, que não era para ajudar, que não era do jogo... Fala sério?? Como assim, pode isso, agora? Eu tinha dado alguma punição!
Helena foi autorizada a dar início ao seu prato. Paola logo se aproxima, e fica espantada com a escolha que Flávio tinha feito originalmente pela mozzarella de búfala e laranjas. Estranho mesmo, mas nem por isso ruim... Até que dá um caldo, né? A cesta de Helena acabou por não ser de todo ruim, e lá estava a moça a se virar com o que the tinha sido dado. Uma diquinha ou outra para a fófi bem humorada e sorridente, e lá foi a Pati-Chef para Flávio, que já estava com sua carne no forno há um tempo. A Chef mostrou-se preocupada com esse tempo, e deu um toque para o competidor, que disse estar considerando o tempo de descanso da carne, e foi advertido para tomar cuidado para não passar do ponto. Mesmo preocupado e um tanto inseguro, Flávio continuou com a preparação.
Fogaça e Jacquin foram abordar Jaime, que preparava medalhões de filet mignon, e passava um cordão em torno de cada um deles, pelo visual, para a carne não ficar esparramada, segundo ele. Jacquin foi direto para a panela em que o professor cozinhava alguns talos de alho porró, mas o detalhe que não passou despercebido nem para o francês nem para o Pit-Chef foi a terra nos legumes, que não haviam sido lavados (ou não foram lavados corretamente). Sempre vem terra no meio de alho porró, e tem que ter cuidado mesmo! Daí pra frente, tudo foi questionado, do tempo que faltava, o que seria feito do vinho, até o onde fritaria a carne, e onde estava a frigideira, por que não estava em cima do fogão... Ixi! Fogaça ainda acrescentou que um sairia naquele dia, como se fosse alguma novidade...
Na rodinha habitual, os chefs comentavam das dificuldades dos competidores, se monstrando preocupados com Jaime, por exemplo, que não sabia o que estava fazendo com seu filet mignon, seu caldo com terra, como faria para engrossar o molho, etc. Paola se dizia preocupada com a apresentação dos pratos, porque os competidores poderiam, de repente, se preocupar demais com o ponto da carne e esquecer do visual, e dizia que naquela altura do programa os cozinheiros deveriam apresentar pratos que poderiam ser servidos nos restaurantes dos Chefs.
Ao ser abordada, Elisa pareceu mais segura, e conformada com os ingredientes que foram dados a ela.

Faltando 10 minutos para a apresentação, Flávio retira a carne do forno, receoso que ficasse mais passada do que o necessário, e deixou-a descansando, confiando que alguma parte da peça fosse estar no ponto pedido pelos Chefs...  (Oi??) Paola e Jacquin observavam, e o francês dizia que por enquanto, eles não iriam comer bem. Paola estava nitidamente procupada. Faltando 5 minutos, o próprio Flávio admitiu que estava atrapalhado com os acompanhamentos e com a própria carne, que estava mal passada. Ele decide cortar a carne e escolher os pontos que estavam mais próximas do ponto certo. Que dó! Uma peça bonita, daquele tamanhão todo, cortada para só se aproveitar uns talhos...  Já dava para ver uma lambançazinha enquanto o moço passava uma maçaroca pela peneira para levar uma só colherada à montagem do prato.

Acabou o tempo, e lá foi o aparentemente calmo oriental para o julgamento com seu Prime rib ao vinho tinto com purê de batatas e aspargos. Nem deu tempo para respiro, Paola já desferiu a pergunta sobre o porque de se usar uma peça de 1kg de carne com osso e tudo para servir uma porção minúscula de 75 gramas. Perguntou, passada, por que é que ele não havia pego meio pedacinho de contrafilé, já que era o mesmo corte. Ui! Flávio parecia bem desconcertado. A Chef viu que o ponto estava OK, mas dalí pra frente era certeza que haveria má vontade, no mínimo, pelo fato de Flávio ter feito aquela sacanagem com uma peça tão boa de carne. Dos aspargos, o moço usou só as pontas, e la hermana também quis saber por que. O cozinheiro não teve resposta, e enquanto isso Jacquin já abordava o prato, acompanhado por Fogaça, mesmo enquanto Paola experimentava o purê. Era um monte de talheres no prato do moço, um saque! E ouvia-se "está muito salgada, não está?". Paola voltou a dizer que o ponto estava correto. Henrique Fogaça começou com os comentários dizendo que esperava ver uma coisa mais rústica, sublinhando o mau uso de uma carne tão linda, criticou o molho, em que o álcool estava muito nítido, e também comentou que a carne estava um pouco salgada, embora o ponto estivesse OK. O francês já começou descendo a boca no purê e no molho, que disse lhe lembrar vinho quente de festa de São João. Acrescentou que a carne podia ter sido utilizada melhor, e que os aspargos pareciam o muro de Berlim... Ouch!

Vez de Elisa e seu Contrafilé com vegetais ao molho de mostarda. O ataque ao prato foi feito ao mesmo tempo pelos 3 Chefs-jurados. Paola elogiou bastante a carne, dizendo que estava extremamente saborosa. Fogaça sugeriu que o molho de mostarda fosse deixado só para a carne. Jacquin teria deixado a salada separada do prato, para que não esquentasse e murchasse. Elisa, nervosa, começa a chorar ao voltar para a fila dos já julgados. Peninha dela, gente... Ela é tão meiguinha, né?

Luís se apressa e termina a tempo. Ele leva aos jurados o seu Prime rib ao vinho tinto e batatas com alecrim e molho de mostarda. Ofegante, o moçoilo explicou o prato, que tinha o ponto da carne correto, mas na opinião de Fogaça, apesar das batatas estarem boas, a apresentação deixou a desejar, com o molho escorrendo, e "sujando o prato". Paola disse, como um elogio, que ela poderia ter feito aquele prato. Para Jacquin, as batatas estavam um pouco al dente, mas no geral estava correto. O fófi foi para a fileira dos já julgados desnorteado e contente!

Agora era Jaime com seu Filet mignon ao molho de carne e arroz com pignoli. O arroz meio que desmontou quando o fófi retirou o aro, e não achei a montagem bacana, não. Paola achou correto o ponto da carne, mas disse que faltou um pouco de crosta. Avaliou bem o molho, mas segundo a hermana, o arroz estava horroroso. O Pit-Chef teve praticamente a mesma opinião de Paola, mas disse que faltou molho. Para Jacquin, que adorou o molho, o grande defeito da carne é que poderia ter mais crosta. No geral, o concenso foi o de que o filé poderia estar mais selado, mais dourado, menos "fervido".

Helena se apressa para terminar a tempo, bem atrasada. Quase não dá. E lá vai Dona Helena com seu Prime rib ao molho de laranja e salada de brotos com mexirica. Segundo a competidora, ela mesma não sabe o que fez durante os últimos minutos da prova, já que estava tudo calculado e certo, porque de repente tinha passado o tempo e ela não tinha tudo pronto. Teve que escolher na pressa um dos pedaços para servir, e Paola achou que ela escolheu o pior. Mesmo assim, enquanto comia, dava para ver e ouvir a Chef dizendo que a carne estava boa. Segundo a Pati-Chef hermana, Helena havia cometido o mesmo erro de Flávio, escolhendo uma peça daquelas para servir apenas uma pequena porção. Outro comentário da Chef foi de que a carne estava saborosa, embora tivesse dois pontos diferentes: ao ponto em um pedaço e bem passada em outro. Ela acrescentou que tinha certeza de que o pedaço que Helena deixara para trás estava melhor no ponto do que o que a moça apresentou. Descreveu a salada como deliciosa. Para Fogaça, faltou molho, e apenas 10% da carne estava boa para comer. Jacquin disse que o molho era virtual, e que o prato estava confuso.

A bronca geral dos Chefs-jurados foi porque ninguém apresentou uma peça inteira com osso... É... Eu pessoalmente pensei nisso assim que ví os Prime ribs, é o que eu faria... Rústico mesmo, ao ponto, com uma bela crosta dourada! Hummmmmm! Adooooro carne! E no final das contas, acho que eles também estão contando o desperdício, né? Só que com essa exigência maníaca dos jurados de apresentar pratos de restaurante finérrimo, quem é que teria a coragem de apresentar uma peça inteira com osso? Mais é mais de novo? Ou será que eles ainda não decidiram o que querem? Ou são bipolares como a gente desconfia desde o primeiro episódio?? Heeeein?!

Decisão dos Chefs. Surpresos, chegaram à conclusão que os dois que achavam que ficariam até o final eram os dois piores do dia.
Elisa, Jaime e Luís foram chamados à frente, e Elisa foi elogiada por ter se saído bem com a cesta que recebeu. Jaime também teve sua comida elogiada de certa forma. A carne de Luís foi a melhor para os Chefs, portanto, o fófi saiu como o melhor do episódio.
Sobrou para Helena e Flávio, surpreendentemente, como disseram os Chefs, e acho que para muitos de nós, público, também. Eu mesma achei que a carne de Luis estava com pontos diferentes, e bem pior que a da Helena, então vai saber, né? Paola discorreu sobre chances únicas e sobre não haver mais excusas, e aquele comentário valia para todos os participantes. Disse que os pratos dos dois tiveram a maior quantidade de erros, comparados tecnicamente, e pelo sabor tabém, com os dos outros. E os dois escolheram justamente o corte que Paola demonstrou como deveria ser feito. O de Helena foi trazer a parte mais cozida da sua peça de carne, quando os Chefs haviam pedido ao ponto. A Flávio foi perguntado se ele não havia experimentado sua comida. Ressaltou como o fófi havia escolhido a parte com mais nervos e gordura na carne, e disse que o molho era vinho tinto puro, extremamente ácido, sem gosto de carne. Do seu purê, o comentário foi de que não era purê, e sim uma batata amassada, passada pela peneira, granuloso e sem sabor. Ouch! Paola disse não entender o que aconteceu com os dois. Depois desssas críticas, acho até que estava meio óbvio... Acabou pro fófi nipônico... Helena chorou, muito triste pelo moço, mas como tudo tem um lado positivo, ficou aliviada também, já que ela continua na disputa, certo? Nem sempre é bom pra todos. O moço pediu desculpas, saiu fazendo reverência, e conformado, além de determinado a seguir em frente com a gastronomia. Boa sorte Flávio! E parabéns pela participação!

É isso, então, gente. Com atraso mesmo, aí está! :) E bóra assistir, que Terça-feira já está batendo na porta, e vai ter mais pra ver e comentar!
Beijos pra todo mundo, e até já! =)
-Aninha

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